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SÃO PAULO – O aumento do poder de compra da população, decorrente não só do crescimento da massa de salários como da expansão do crédito, não conseguiu fazer com que a alta no volume de vendas dos hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo ficasse em um ritmo acima da média nacional no primeiro mês de 2008.
Conforme divulgou o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta sexta-feira (14), o volume de vendas do segmento cresceu 6,7% de fevereiro de 2007 a janeiro deste ano, contra 10% da média do comércio varejista.
Isso por conta da forte aceleração dos preços dos alimentos, de 13,3% no acumulado dos últimos doze meses encerrados em janeiro de 2008. No mesmo período, a inflação medida pelo IPCA variou 4,6%.
Destaques
Entre os oito grupos analisados, o que apresentou o maior incremento no volume de vendas, entre fevereiro de 2007 e janeiro deste ano, foi o de equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação, 30,3%.
De acordo com o IBGE, isto se deve à redução dos preços dos produtos do gênero, conjugada com facilidades de financiamento e a crescente importância que os produtos de informática e comunicação vêm tendo nos hábitos de consumo das famílias.
A atividade de outros artigos de uso pessoal e doméstico – que inclui lojas de departamentos, óticas, joalherias, artigos esportivos, brinquedos etc – também obteve um aumento considerável no período, de 23,7%, por conta da melhoria do quadro geral da economia.
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Móveis e vestuário
Ainda segundo a pesquisa, a expansão do crédito, a redução de preços dos eletroeletrônicos e a melhoria da massa salarial fizeram com que as vendas de móveis e eletrodomésticos registrassem um crescimento de 14,8% no acumulado dos últimos 12 meses encerrados em janeiro.
No mesmo período, o segmento de tecidos, vestuário e calçados obteve uma variação de 11,2% no volume de vendas, o que pode ser explicado pelas liquidações para queima de estoque que ocorrem em todo início de ano.