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O Banco Central anunciou há pouco uma redução do superávit primário do setor público consolidado em relação ao mês anterior. Em outubro, as contas públicas registraram um saldo líquido positivo de R$ 3,028 bilhões, ou 2,9% do PIB, enquanto em setembro o superávit primário foi de R$ 4,395 bilhões. O principal impacto sobre as contas públicas ficou por conta da maior apropriação de juros nominais em outubro que teve mais dias úteis que o mês anterior.
Superávit ainda supera meta com FMI para 2001
Com o desempenho do setor público em outubro, o superávit acumulado em 2001 atinge R$ 44,2 bilhões, ou 4,6% do PIB. Este resultado supera antecipadamente as metas para o superávit primário do país para este ano, que está acordado em US$ 40,2 bilhões junto ao FMI.
No resultado do ano, o Governo Central (governo federal, Banco Central, INSS e estatais federais) apresentou superávit de R$ 31,36 bilhões. Da mesma forma, os governos regionais e suas empresas estatais registraram saldo positivo de R$ 12,9 bilhões. No resultado de outubro, o Governo Central foi superavitário em R$ 2,24 bilhões
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Necessidade de financiamento maior reflete impacto dos juros
A necessidade de financiamento do setor público ampliou-se para R$ 6,2 bilhões no mês de outubro, já que em agosto totalizou R$ 1,5 bilhão, em virtude da maior apropriação dos juros. O resultado acumulado no ano foi deficitário em R$ 26,8 bilhões, ou 2,7% do PIB, ante os R$ 31,2 bilhões, ou 3,5% do PIB, registrado no mesmo período de 2000.
O BC apurou que os juros nominais, apropriados pelo critério de competência, somaram R$ 9,2 bilhões em outubro, ante R$ 5,9 bilhões em setembro. Segundo o BC, contribuiu para essa elevação, a aplicação da taxa Selic a um maior número de dias úteis verificados no mês. Em setembro o total de dias úteis somou 19 e em outubro subiu para 22. No acumulado do ano, os juros apropriados totalizaram R$ 71 bilhões, ou 7,3% do PIB; contra R$ 67,3 bilhões, ou 7,5% do PIB, em igual período de 2000.
Com o resultado líquido da variação cambial de outubro, o déficit nominal acumulado de janeiro a outubro deste ano já atinge R$ 74,6 bilhões, ou 2,7% do PIB, comparado com o déficit de R$ 38 bilhões, ou 4,3% do PIB, referente aos mesmos dez meses de 2000. Este aumento do déficit que inclui variação cambial decorre da desvalorização do real acumulada em 2001, que supera a do ano anterior.