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SÃO PAULO – Refletindo um expressivo aumento no saldo da balança comercial e, apesar do ligeiro aumento do déficit na conta de serviços e rendas, o resultado da conta de transações correntes novamente registrou um bom desempenho no mês de maio, conforme mostrado na Nota do Setor Externo, divulgada pelo Banco Central nesta quarta-feira, dia 23 de junho.
De acordo com os dados apresentados, o saldo de transações correntes apresentou um superávit de US$ 1,478 bilhão em julho, bem melhor que o superavit de US$ 874 milhões apurado em igual período do ano anterior. Além disso, o patamar atingido em maio representa um recorde, sendo o maior já registrado em um mês pelo levantamento do BC.
No acumulado do ano, por sua vez, a conta de transações correntes soma um saldo positivo de US$ 2,426 bilhões, melhor desempenho, portanto, que o déficit acumulado de US$ 43 milhões nos cinco primeiros meses do ano anterior.
Exportações registram alta em julho
Dentre os componentes da conta corrente brasileira, o destaque novamente ficou com o saldo da balança comercial, que atingiu um superávit de US$ 3,118 bilhões em maio, 23,82% superior ao superávit de US$ 2,518 bilhões apurado em igual período do ano anterior. Tal resultado decorreu, basicamente, de uma alta nas exportações no período, compensando o aumento das importações.
Dessa maneira, enquanto as exportações passaram de US$ 6,372 bilhões em maio do ano passado para US$ 7,941 bilhões em igual período deste ano, as importações passaram de US$ 3,854 bilhões para US$ 4,823 bilhões na mesma comparação. No acumulado dos cinco primeiros meses deste ano, a balança comercial é superavitária em US$ 11,243 bilhões, bem acima do superávit de US$ 8,044 bilhões apurado em igual período do ano anterior.
Considerando-se os números acumulados, as exportações totalizam US$ 33,979 bilhões nos cinco primeiros meses deste ano, acima, portanto, que os US$ 27,128 registrados entre os meses de janeiro e maio do ano anterior. Por outro lado, as importações acumulam um saldo de US$ 22,735 bilhões no mesmo período de 2004, acima, dessa maneira, dos US$ 19,083 bilhões acumulados no mesmo período de 2003.
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Conta de serviços e rendas tem desempenho mais fraco
Apesar da considerável melhora na balança comercial, a performance da conta de serviços e rendas no período foi mais fraca em relação ao ano passado. Dessa maneira, o saldo de serviços e rendas passou de um patamar negativo de US$ 1,857 bilhão em maio do ano passado para US$ 1,941 bilhão em igual mês deste ano.
No acumulado de 2004, a conta de serviços e rendas acumula saldo negativo de US$ 10,127 bilhões, o que representa uma piora frente ao déficit de US$ 9,034 bilhões acumulados em igual período do ano anterior. A conta de transferências unilaterais líquidas, por sua vez, também registrou melhora no mês, passando de US$ 212 milhões em maio do ano anterior para US$ 300 milhões em maio desse ano.
Melhor performance do setor externo
Refletindo o aumento do superávit da conta de transações correntes e ao mesmo tempo uma queda no saldo de investimentos estrangeiros diretos líquidos, a necessidade de financiamento do setor externo registrou queda em maio, denotando uma melhora das contas externas brasileiras. Dessa maneira, enquanto em maio do ano passado, a necessidade de financiamento do setor externo era negativa em US$ 1,415 milhões, em igual mês deste ano, o patamar é negativo em US$ 1,685 bilhão.
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Além disso, nos últimos doze meses terminados em maio deste ano, a necessidade de financiamento do setor externo acumula valor negativo de US$ 16,582 bilhões (ou 3,19% do PIB), sinalizando uma melhora frente ao patamar negativo de US$ 11,302 bilhões (2,38% do PIB) registrado nos últimos doze meses terminados em maio do ano passado. Vale destacar que valores negativos mostram um melhor desempenho das contas externas do país, conforme definição da necessidade de financiamento do setor externo.