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SÃO PAULO – A auto-suficiência de petróleo não é somente um motivo de orgulho para a Petrobras, mas também um fator que contribui de forma significativa para a geração de melhores resultados na balança comercial brasileira. Após a forte redução no déficit comercial em petróleo e derivados em 2005, o país apresentará superávit em 2006.
A menor vulnerabilidade da economia brasileira ao petróleo internacional é um importante elemento que contribui para a melhora na percepção de risco dos investidores externos em relação ao Brasil.
Vale lembrar que os dois choques do petróleo na década de 70 do século passado foram fatores importantes na reversão do desempenho da economia brasileira, que passou do “milagre econômico” para as “décadas perdidas”.
Forte queda do déficit em 2005
O processo de melhora da balança comercial brasileira no setor petróleo se acelerou nos últimos anos. Refletindo o aumento da produção interna, a estatal apresentou um déficit comercial de apenas US$ 130 milhões em 2005. No ano anterior o desequilíbrio comercial da maior empresa brasileira havia sido de US$ 3,2 bilhões.
Assim, na comparação com 2004, a balança comercial brasileira registrou um impacto positivo de aproximadamente US$ 3,1 bilhões somente em função do melhor desempenho da Petrobras.
Previsão de superávit em 2006
Já em 2006, a balança comercial de petróleo e derivados do país deverá apresentar um superávit na faixa de US$ 3 bilhões, segundo projeções da própria Petrobras. Isso significa um novo impacto positivo significativo para as contas externas brasileiras também este ano.
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Segundo expectativas da estatal, o Brasil fechará 2006 como um exportador líquido de petróleo, já descontados os volumes importados, com a venda ao exterior de 100 mil barris diários de petróleo e derivados. É sempre importante lembrar que a importação continuará sendo necessária para garantir as composições entre óleos pesados e leves a serem processados nas refinarias.