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O superávit comercial brasileira referente à terceira semana de novembro foi de US$ 227 milhões, segundo anunciado pelo Ministério do Desenvolvimento da Indústria e Comércio Exterior nesta segunda-feira. Somado ao saldo positivo de US$ 4 milhões da primeira semana, e ao déficit de US$ 18 milhões da segunda semana, a balança comercial acumula superávit de US$ 213 milhões. Desta forma, atualmente o saldo acumulado em 2001 ultrapassa a cifra projetada pelo mercado e já atinge US$ 1,711 bilhão.
A média diária (em dias úteis) das exportações foi de US$ 244,8 milhões na terceira semana, um valor 14,4% acima do verificado na segunda semana de novembro, que era de US$ 214,0 milhões. Além disso, as importações também declinaram, passando de US$ 217,7 milhões para US$ 188,0 milhões resultando numa diferença de 13,7%.
Exportações de manufaturados e semimanufaturados aumentam
O bom desempenho das exportações reflete principalmente o aumento de 26% na venda de produtos semimanufaturados que subiram de US$ 33,0 milhões na segunda semana, para US$ 41,6 milhões na terceira semana de novembro. Da mesma forma, as exportações de manufaturados cresceram 18%, levando as vendas ao exterior destes produtos à US$ 146,0 milhões, frente aos US$ 124,0 milhões da segunda semana.
Os principais aumento no grupo dos manufaturados foram suco de laranja (+88,50%) e calçados (+26,83%). Também colaboraram para o saldo: automóveis e autopeças, aparelhos transmissores e receptores, açúcar refinado, óleos combustíveis. Já no setor de semimanufaturados, o destaque foi para papel e celulose, que tiveram um aumento de 115% nas receitas de exportações.
Enquanto isso, os produtos básicos tiveram apenas um aumento inexpressivo de 0,18%, atingindo US$ 53,9 milhões na terceira semana do mês. Nesta categoria os destaques foram para milho em grão, algodão bruto, carne suína, carne de frango e camarão congelado.
Importações diminuem, colaborando para o superávit
Os números desta semana estão colaborando para que o superávit do ano se amplie, neste sentido, os produtos importados voltaram a perder espaço no mercado nacional. A queda nas importações foi de US$ 29,7 milhões, ou 13,64%, isso significa que a média diária das importações passou de US$ 217,7 milhões na segunda semana deste mês para US$ 188,0 milhões na última semana.
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Colaborou para essa diminuição a queda na demanda interna dos produtos farmacêuticos, o que é comprovado pela média diária desta terceira semana do mês, 48% inferior ao da semana anterior. Outra queda significativa foi a dos cereais e produtos de moagem em 46%. Contudo em termos absolutos, a maior queda foi verificada nos eletroeletrônicos (-12%).
Ainda em relação à queda das importações, é importante ressaltar os efeitos da retração do preço do petróleo na semana anterior, os quais fizeram com que o Brasil importasse menos combustíveis e derivados (-22,09%) em valores absolutos. Por outro lado, apenas alguns produtos isolados tiveram aumento nas importações. Os únicos importantes para se destacar são as Aeronaves e Peças (+19,56%), o aumento certamente foi ocasionada por uma demanda maior por parte da Embraer.
Resultado da balança no ano pode se ainda mais positivo
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Como os comerciantes precisam encomendar com antecedência seus produtos aos fornecedores internacionais, é provável que mais uma semana de superávit na balança comercial já indique a continuidade desta tendência até o término do período natalino. Com isso, a ameaça de um recuo no superávit comercial brasileiro estaria afastada, o que colaboraria para que o país conseguisse ultrapassar as expectativas a respeito do superávit para este ano. Contudo, é sabido que a balança depende também das exportações, o que significa que os produtos internos devem continuar no mesmo patamar para que realmente seja atingido um resultado animador no saldo comercial deste ano.
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