Setor de saúde

SulAmerica (SULA11) e Hapvida (HAPV3) acirram disputa por HB Saúde

Há pouco mais de duas semanas, a SulAmérica havia feito uma proposta de R$ 485 milhões, que cobria oferta da Hapvida de R$ 450 milhões. 

SulAmerica (SULA11) e Hapvida (HAPV3) atualizaram suas propostas de compra pela HB Saúde, uma operadora de planos de saúde com foco de atuação no interior do Estado de São Paulo.

Por meio de fatos relevantes, divulgados na manhã desta quinta-feira (16), a SulAmérica apresentou uma proposta vinculante à HB Saúde de R$ 563 milhões, enquanto a Hapvida fez uma proposta vinculante, também por 100% do capital, no montante de R$ 650 milhões.

Em nota a clientes, Mauricio Cepeda, do Credit Suisse, avalia que a diferença, entre os valores das propostas, pode dificultar a escolha, por parte dos acionistas da HB Saúde, da oferta da SulAmérica.

Há pouco mais de duas semanas, a SulAmérica havia feito uma proposta de R$ 485 milhões. O valor cobria uma oferta da Hapvida de R$ 450 milhões.

A decisão sobre as ofertas ficará a cargo dos acionistas da HB Saúde, que realizam no dia 23 de setembro uma assembleia para deliberação das propostas.

Além da deliberação pelos acionistas, a proposta precisa passar pela aprovação dos órgãos reguladores do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

HB Saúde: disputa estratégica

Para a SulAmérica, a HB Saúde é considerada estratégica, como vetor de crescimento e aumento de sua penetração na região de São José do Rio Preto.

Adicionalmente, para a SulAmerica, “a transação pode acelerar um novo hub regional de crescimento, nos moldes do que tem sido executado com sucesso no Sul do País pela Paraná Clínicas.”

Enquanto isso, a Hapvida ressalta que já possui cerca de 110 mil beneficiários em planos de saúde na região de atuação do Grupo HB Saúde, “potencializando sinergias operacionais e administrativas.”

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O Grupo HB possui uma carteira de cerca de 129 mil beneficiários de planos de saúde e 25 mil beneficiários de planos odontológicos.

No mais, a operadora de saúde conta com um hospital, oito unidades ambulatoriais, uma clínica infantil, centros clínicos e de diagnóstico, espaços de medicina preventiva, ocupacional e centro oncológico.

Em 2020, a companhia registrou receitas que totalizaram cerca de R$ 300 milhões.

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