Publicidade
SÃO PAULO – Apesar do bom resultado do leilão de títulos da dívida espanhola, contribuindo para que a bolsa de Madri fechasse com forte alta de 2,67%, os principais índices acionários europeus fecharam essa quinta-feira (15) com sinais opostos em meio às referências negativas norte-americanas e à realização dos ganhos acumulados nos últimas sessões, quando o índice FTSE Eurofirst 300 obteve sua a máxima dos últimos 28 meses.
O índice CAC 40 da bolsa de Paris apresentou alta de 0,75% e atingiu 3.975 pontos. Por outro lado, FTSE 100 da bolsa de Londres encerrou em leve baixa de 0,44%, atingindo 6.024 pontos. A Bolsa de Frankfurt, apresentou uma leve alta de 0,09% , atingindo 7.075 pontos. O SMI, de Zurique, obteve uma queda de 0,78%, atingindo a casa de 6.562 pontos.
| % Var Dia | Pontos | %Var 30D | %Var Ano | |
|---|---|---|---|---|
| CAC 40 | +0,75 |
3.975 | +1,84 |
+4,47 |
| DAX 30 | +0,09 |
7.075 | +0,68 |
+2,33 |
| FTSE 100 | -0,44 |
6.024 | +2,25 |
+2,10 |
| SMI | -0,78 |
6.562 | +0,25 |
+1,96 |
| FTSE MIB | +0,91 |
21.308 | +2,90 |
+5,63 |
As boas notícias vieram de Madri, onde o índice IBEX 35 fechou com forte alta de 2,67%, destoando-se da tendência instável dos outros mercados europeus. Assim como aconteceu com Portugal na véspera, o governo espanhol conseguiu bastante sucesso em sua venda de bônus. Captando € 3 bilhões em emissões de títulos de dívida com vencimento em 5 anos. O yield chegou a 4,542%, superior aos 3,576% registrados no mesmo tipo de operação de novembro do ano passado.
Porém, a agenda norte-americana trouxe referências divergentes aos mercados. Enquanto o Initial Claims, que mede o número de pedidos de auxílio-desemprego reportados nos EUA na última semana, veio acima do esperado, a balança comercial, porém, conseguiu superar positivamente a projeção dos analistas.
Além dos indicadores econômicos norte-americanos, vale ressaltar que as agências de classificação de risco Moody’s e Standard & Poor’s afirmaram podem vir a rever o rating da dívida soberana do país caso não ocorressem mudanças na condução da política fiscal.
Destaques corporativos
Os bancos obtiveram resultados positivos novamente no continente, os papéis do Axa e do Société Générale subindo fortemente em Paris, com 4,61% e 4,48% de alta respectivamente. Em Londres, mesmo com a queda do principal índice, as ações do Royal Bank of Scotland tiveram uma valorização de 3,47%. Em Madri, o Banco Bilbao Vizcaya teve seus ativos em forte alta de 6,32%, enquanto os papéis do Santander acumularam ganhos de 4,79%.
Continua depois da publicidade
Em Frankfurt o destaque positivo bancário esteve com o Deustche Bank, que viu suas ações valorizarem-se em 1,91%. Contudo os papéis do Commerzbank tiveram forte queda de 2,32%, devido ao anúncio de que o banco deseja realizar um aumento de capital. A instituição pretende levantar aproximadamente € 630 milhões através de oferta de ações.
Outra ação que se destacou negativamente foi a da Nestlé, que teve queda de 2,98% na bolsa de Zurique após o Bank of America Merrill Lynch reduzir a recomendação de seus ativos de compra para underperform (performance abaixo da média do mercado), assim como o Nomura Holdings, que recomendou reduzir a exposição às ações.
Taxa de Juros mantidas
O BoE (Bank of England) confirmou as expectativas e manteve a taxa básica de juros no patamar de 0,5% ao ano e o programa de compra de ativos no valor de £ 200 bilhões. O BCE (Banco Central Europeu) também manteve a taxa de juros na Europa, que permanece assim em 1,00% ao ano.