Sucesso da sua empresa pode estar no bem-estar dos seus funcionários

Empresa deve ser capaz de convencer funcionário a adotar postura mais participativa

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SÃO PAULO – Um erro comum entre os empresários é acreditar que para manter um funcionário basta pagar lhe um bom salário. Obviamente um salário competitivo é uma das variáveis levadas em consideração pelos profissionais para ficar ou não em uma empresa, mas a qualidade do ambiente de trabalho parece ter um peso cada vez maior neste processo decisório.

Pelo menos é a conclusão a que chegou o professor de História do Pensamento Econômico do Ibmec Business School, Eduardo Giannetti da Fonseca, em seu estudo sobre a relação entre o bem-estar subjetivo e o bem estar objetivo. Por bem estar subjetivo entenda-se como as pessoas se sentem no ambiente de trabalho, enquanto o objetivo mede indicadores como renda e capacidade de consumo.

Quebrando a postura de assalariado

Apesar de afirmar que não exista uma relação direta entre o bem estar subjetivo e o objetivo, ou seja, a melhora de um não necessariamente afeta o outro, Giannetti da Fonseca confirma que os funcionários estimulados por ambos são mais produtivos, pois passam a se envolver de forma integral com a empresa, deixando de se ver como simples assalariados.

Mas como estimular o profissional? A receita de Gianneti da Fonseca é relativamente simples, a empresa deve motivar o funcionário explicando-lhe que sua tarefa não é mecânica, que suas ações e contribuições têm impacto significativo no funcionamento e sucesso da empresa.

Segundo Telma Geron, diretora de recursos humanos da Magazine Luiza, eleita como uma das 100 melhores empresas para se trabalhar, a empresa possui um espaço aberto para sugestões e reclamações e adota um sistema de remuneração variável conforme os resultados da empresa e, é claro, participação do funcionário no alcance destes resultados.

Para Geron a motivação de seus funcionários seria um dos principais fatores por trás do aumento de 20% nas vendas da Magazine Luiza no primeiro semestre deste ano, em uma época em que a maior parte do varejo amarga queda nas vendas.

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Atendendo a acionistas e funcionários

Esta também é a opinião do sócio-diretor presidente da Mariaca & Associados, Marcelo Mariaca. Para ele a falta de perspectivas e excesso de críticas acaba desanimando o funcionário.

Exatamente por isto ele acredita que para que uma empresa tenha sucesso é preciso equilibrar os interesses dos acionistas e dos funcionários. Mas conseguir a convergência destes dois objetivos é mais difícil do que parece, e representa, atualmente, o maior desafio para as áreas de recursos humanos das empresas.

De um lado, executivos e acionistas devem deixar claro as metas, objetivos e padrões de excelência da empresa, e por outro devem manter um canal aberto de diálogo com os funcionários de forma a constantemente avaliar suas aspirações, grau de realizações e objetivos.