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SÃO PAULO – A sexta-feira (11) figura como mais um pregão de fortes perdas às praças financeiras dos Estados Unidos, e novamente o motivo de tensão encontra-se em novas referências negativas sobre o setor financeiro do país.
Colocando novamente a crise do subprime em foco, o destaque do dia fica para a força redobrada das especulação de insolvência das duas maiores financiadoras de hipotecas norte-americanas, Fannie Mae e Freddie Mac. Em meio aos temores, os papéis de ambas as companhias acumularam fortes perdas em Wall Street.
Acompanhando o mau desempenho, os papéis das três maiores seguradoras de ativos hipotecários do país, PMI Group, MGIC Investment e Radian Group, em resposta à contínua crise imobiliária, registram quedas de dois dígitos.
Financiadoras em má situação
Após projeções do banco de investimento Lehman Brothers apontarem que a Fannie Mae e a Freddie Mac necessitam levantar juntas cerca de US$ 75 bilhões para assegurar sua situação financeira, o noticiário desta sexta-feira envolvendo as financiadoras voltou a pressionar seus ativos.
Desta vez, chama a atenção uma reportagem do jornal “The New York Times”, que afirmou que o Governo dos Estados Unidos considera a possibilidade de assumir as agências hipotecárias líderes em empréstimos imobiliários no país.
Na matéria, o periódico embasa a especulação no fato de as empresas serem patrocinadas pelo Governo norte-americano e estarem seriamente ameaçadas por restrições de capital diante do aumento da inadimplência e das execuções hipotecárias.
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Crise do subprime não sai do foco
Com a proximidade de seu aniversário de um ano, a crise do subprime não abandona o centro das preocupações globais, através dos problemas da Freddie Mac e da Fannie Mae.
As duas companhias são um pilar importante do mercado imobiliário norte-americano. Os investidores temem que a crise do setor piore, agravando a desaceleração da maior economia do mundo.