Subprime: Moody’s pode reduzir classificação para operações estruturadas

Reclassificação pode abranger mais de US$ 100 bilhões em operações; agência está atenta à redução do valor dos ativos

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SÃO PAULO – A semana começou em meio a um clima não tão tranqüilo quanto o que marcou os negócios na semana passada. O mercado espera a divulgação de indicadores de atividade nos Estados Unidos para, a partir deles, renovar ou não as apostas de um novo corte no juro básico norte-americano.

De acordo com a AGK Corretora de Câmbio, “o ambiente de negócios deve seguir volátil e o investidor cauteloso, acompanhando e reagindo pontualmente aos indicadores e eventos econômicos americanos, uma vez que são eles que consolidarão o corte ou não dos juros nos Estados Unidos na reunião de 11 de dezembro, além de ajudar a compor a dimensão do impacto da crise imobiliária e de crédito sobre a economia do país”.

Mas, nesta manhã o noticiário corporativo não é apenas favorável. Do lado adverso circula a notícia de que a Moody’s, agência de classificação de risco, estaria se preparando para anunciar uma revisão para baixo dos ratings de ativos que somariam cerca de US$ 105 bilhões, no maior corte desde que os problemas com as hipotecas do tipo subprime começaram a afetar o mercado de crédito.

Novas revisões

A agência deve revisar sua classificação para dívidas vendidas através de operações estruturadas depois que o valor líquido de ativos de operações feitas por bancos como Citgroup e ING teve expressiva redução nos últimos meses.

A Moody’s deve reclassificar 20 fundos deste tipo, entre os quais, três já tiveram graves problemas recentemente. Na semana passada, foram rebaixados pela agência os ratings de operações que somavam cerca de US$ 14 bilhões.