Suas contas: pedágios das rodovias federais poderão ser reduzidos

De acordo com o vice-presidente executivo da CCR, Márcio Batista, as empresas estão dispostas a negociar

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SÃO PAULO – Caso fique comprovado que os pedágios cobrados nas rodovias federais estão caros demais, as tarifas serão revistas. De acordo com o vice-presidente executivo da Companhia de Concessões Rodoviárias (CCR), Márcio Batista, as empresas estão dispostas a negociar.

Durante evento organizado pela Apimec (Associação de Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais), na última terça-feira (16), Batista afirmou que o que não é admissível é que se esqueçam os contratos já firmados.

Análise

Na última semana, o Tribunal de Contas da União determinou que a ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) realize uma análise sobre os pedágios cobrados nas rodovias federais que já são mantidas pela iniciativa privada.

Caso seja concluído que os preços dos pedágios estão altos demais, a ANTT deverá fazer uma revisão extraordinária das tarifas.

Ainda segundo o vice-presidente executivo da CCR, quando os primeiros contatos de concessão de rodovias foram firmados no País, a realidade era outra. Por isso, ele afirma que não é contra as revisões, desde que qualquer alteração seja feita via contrato.

Novas concessões

No último dia 9, sete trechos de rodovias federais, em um total de 2.600 quilômetros, foram privatizados. As tarifas, que ainda não têm prazo para começarem a ser cobradas, vão variar de R$ 0,997 a R$ 2,94 em cada praça.

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Para o professor da UnB (Universidade de Brasília), Joaquim Aragão, os valores dos pedágios definidos pelas empresas que venceram o leilão podem refletir nas próximas licitações, puxando os preços para baixo.

“Se verificarmos que esses preços são realmente factíveis, é possível que as próximas concessões sigam a tendência”, afirmou.