Streaming e parques temáticos impulsionam lucro da Disney no trimestre

Ações sobem até 5,1% após balanço; CEO anuncia que Disney+ se tornará "super app" de filmes, jogos e compras a partir de 2027

Bloomberg

Visitantes caminham em direção ao Castelo da Bela Adormecida no Disneyland Park em Anaheim, Califórnia. Fotógrafo: Ethan Noah Roy/Bloomberg
Visitantes caminham em direção ao Castelo da Bela Adormecida no Disneyland Park em Anaheim, Califórnia. Fotógrafo: Ethan Noah Roy/Bloomberg

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O lucro da Walt Disney superou as estimativas de Wall Street no terceiro trimestre fiscal da empresa, impulsionado pela forte alta da receita de sua divisão de entretenimento e pela resiliência de seus parques temáticos na Califórnia e na Flórida.

O lucro por ação da Disney, excluindo alguns itens, subiu para US$ 2,06 no período, informou a empresa nesta quarta-feira (5). O valor superou com folga a estimativa média dos analistas, de US$ 1,86, compilada pela Bloomberg. O lucro operacional foi de US$ 5,56 bilhões, superando as projeções de US$ 5,24 bilhões. Este é o segundo trimestre consecutivo de rentabilidade acima do esperado para o CEO Josh D’Amaro, que sucedeu Bob Iger no cargo em março.

As ações subiram até 5,1% no início das negociações em Nova York.

Na divisão de entretenimento liderada por Alan Bergman, que abriga o estúdio de cinema da Disney e o principal serviço de streaming Disney+, o lucro subiu 64%, impulsionado por assinaturas e uma margem de dois dígitos no negócio de vídeo online.

Isso ajudou a compensar um trimestre misto nas bilheterias, com “O Diabo Veste Prada 2” e “Toy Story 5” sendo sucessos estrondosos, enquanto “Star Wars: The Mandalorian & Grogu” ficou abaixo do esperado. O trimestre atual também será impactado pelo desempenho da refilmagem live-action de “Moana”, que ficou abaixo das expectativas, alertou a Disney, além de um ambiente de publicidade mais fraco que o esperado para plataformas de streaming nos EUA.

Em uma teleconferência com investidores, D’Amaro disse que a Disney não consideraria sair do negócio de streaming em favor do licenciamento de seu conteúdo para terceiros e, em vez disso, se comprometerá a transformar o Disney+ em um hub para mercadorias, jogos e experiências, além de filmes e programas de TV, a partir da primavera de 2027 (outono no hemisfério sul).

“Nós licenciamos algum conteúdo para terceiros hoje, mas sair do modelo direto-ao-consumidor para licenciamento exclusivo provavelmente levaria a posições estratégicas e financeiras inferiores para nossa empresa e nossos acionistas”, disse D’Amaro.

A empresa também está explorando a possibilidade de um produto de streaming gratuito, segundo ele.

No braço de experiências liderado por Thomas Mazloum, que inclui parques e cruzeiros, o lucro subiu 20%, para US$ 3,02 bilhões, impulsionado pela forte frequência de visitantes e gastos em seus parques nos EUA. Em Orlando, o resort Walt Disney World teve um “trimestre de destaque”, disse a Disney em seu comunicado de resultados, e a empresa espera outro trimestre de crescimento no número de visitantes no período atual, já que as reservas continuam robustas.

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O desempenho contrasta com o da rival Comcast, cujos resorts Universal em Orlando registraram desaceleração na demanda em junho, segundo a administração no mês passado, em parte devido aos preços mais altos da gasolina.

“Eu sei que havia muita especulação sobre a força de nossos parques domésticos”, disse D’Amaro na teleconferência. “Bem, claramente eles estavam fortes, e só para lembrar a todos, estamos conseguindo isso mesmo durante um período em que há uma boa dose de incerteza macroeconômica.”

O diretor financeiro Hugh Johnston disse na teleconferência que espera que a fraqueza no sentimento do consumidor nos parques da empresa em Hong Kong e Xangai persista no trimestre atual. A empresa, segundo ele, continua “totalmente comprometida” com seu futuro parque em Abu Dhabi.

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A unidade esportiva da Disney, que inclui a ESPN, liderada por Jimmy Pitaro, entregou lucro abaixo das estimativas de Wall Street devido ao calendário de pagamentos pelos direitos de transmissão de jogos. A empresa disse que já vendeu todo o estoque de anúncios para o Super Bowl do próximo ano.

A Disney também confirmou que está vendendo sua participação de 50% na A+E Global Media para a joint-venture Hearst Communications Inc. por US$ 1,2 bilhão e disse que realocará os recursos para a recompra de ações, elevando o total de recompras no ano fiscal de 2026 para US$ 9 bilhões.

A empresa disse que espera um lucro operacional total de US$ 4,9 bilhões no quarto trimestre fiscal, aproximadamente em linha com as expectativas dos analistas antes do relatório de quarta-feira. A Disney também disse que está altamente focada na redução de custos, por meio de cortes de empregos e outras despesas administrativas, e está na “metade do caminho” nesse processo.

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A partir do primeiro trimestre fiscal de 2027, a Disney transferirá seu negócio de produtos de consumo, liderado por Lisa Baldzicki, da divisão de experiências para a divisão de entretenimento, para que possa trabalhar mais próximo dos estúdios da empresa.

A Disney disse que registrou um reembolso de tarifas de aproximadamente US$ 100 milhões, revertendo pagamentos feitos no início do ano fiscal.

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