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SÃO PAULO – A agência de classificação de risco Standard & Poor’s elevou os ratings da AmBev (AMBV4) de “BBB” para “BBB+”, na escala global, e reafirmou os ratings “brAAA” na escala nacional e da emissão de debêntures da empresa.
Segundo a S&P, a perspectiva dos ratings de crédito corporativo em ambas as escalas é considerada estável. Além disso, a empresa é bem vista pela agência pela entrega de fortes resultados, sua diversificação geográfica, seus sólidos indicadores financeiros, suas estratégias de negócios bem sucedidas e o reconhecimento de sua marca no mercado doméstico.
De acordo com a S&P, os motivos para o aumento da classificação devem-se às vendas e rentabilidade neste ano, melhores do que o esperado pelos analistas da agência, dado o crescimento da atividade no Brasil. Além disso, a instituição destaca a capacidade da AmBev de preservar e melhorar suas margens.
Limitações
Segundo comunicado da agência de classificação de risco, alguns fatores ainda prejudicam a empresa, limitando o aumento de seu rating como: a dependência dos fluxos de caixa gerados no País; a sua agressividade na maximização de retorno aos seus acionistas, como a expressiva distribuição anual de dividendos e os programas de recompra de ações; e a possível volatilidade das métricas de crédito, frente à exposição da empresa às flutuações no câmbio e no preço das commodities.
Liquidez
Em setembro de 2009, a empresa disponibilizava uma posição de caixa de US$ 2,2 bilhões, contra vencimentos de curto prazo de US$ 521 milhões, considerada como uma “liquidez forte” pelos analistas da Standard & Poor’s.
O volume de vencimentos de dívidas nos próximos anos é apresentado como “moderado” pela S&P, com maior concentração em 2011 e 2013, quando há vencimentos de títulos de US$ 500 milhões em cada ano.
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A agência espera que a cervejaria apresente cerca de US$ 3 bilhões anuais de fluxo de caixa operacional livre para serem distribuídos aos acionistas. “Embora a AmBev mantenha uma política de distribuição de dividendos agressiva, esperamos que se limite aos seus fluxos de caixa excedentes gerados ao longo do ano, e que a empresa mantenha um nível de alavancagem baixo”, comenta a equipe da agência.
Projeções para 2009
Segundo a S&P, “as perspectivas são de que a cervejaria encerre o ano com uma geração interna de caixa sobre dívida total em torno de 90%, ante a um índice de 74% registrado em 2008 e próximo a 60% nas nossas projeções anteriores para 2009”.
Em 2010, as expectativas para a empresa também são favoráveis, já que é esperado que o volume de vendas permaneça forte no País.
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Em contrapartida, a agência de classificação risco afirmou, em comunicado, que “uma ação de rating positiva é pouco provável a menos que apareçam melhoras significativas nos riscos-país que afetem os negócios da AmBev em seus principais mercados latino-americanos”.