Standard Chartered corta previsão de PIB do Brasil para 2014 para 1,3%

Projeções mais fracas para os investimentos e o consumo privado deste ano determinaram a revisão para baixo das estimativas da instituição financeira britânica.

Prédio do Banco Central em Brasília (Crédito: Shutterstock)
Prédio do Banco Central em Brasília (Crédito: Shutterstock)

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SÃO PAULO – O Standard Chartered cortou sua projeção para o crescimento econômico do Brasil para 1,3%, de 1,8% previsto anteriormente. A expectativa de que os investimentos e o consumo privado percam força determinaram a revisão para baixo feita pela instituição financeira do Reino Unido. Para 2015, o StanChart reduziu sua previsão para o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro para alta de 2,4%, de 3,0% anteriomente. No mesmo sentido, a previsão para o PIB do Brasil de 2016 foi cortada para avanço de 2,8%, de 3,2%. 

De acordo com relatório assinado por analistas do banco, os indicadores econômicos recentes reforçam que a atividade econômica deve ficar mais lenta, diante da generalizada falta de confiança. Para o StanChart, os problemas econômicos atuais devem se estender até entre 2015 e 2016.

“A combinação de ajustes fiscais e monetários juntamente com uma incerteza significativa sobre a política macroeconômica pode pressionar os investimento ao longo dos próximos trimestres”, avaliaram os analistas do banco.

O StanChart acredita que a inflação ultrapassará o teto da meta (6,5%) no terceiro trimestre deste ano. Para 2014, a expectativa é que a inflação termine o ano em 6,5%, frente aos 6,3% na previsão anterior. Para o próximo ano, a previsão é que o índice encerre em 6,0%.

Os preços da gasolina e da energia, controlados pelo governo, devem ser reajustados após as eleições presidenciais, em outubro. A possibilidade de apagões acrescentou pessimismo sobre o cenário brasileiro. “O adiamento da obrigatoriedade do racionamento de energia e de água aconteceu provavelmente porque o país está em um ano eleitoral. Esse adiamento pode desencadear em um racionamento ainda mais severo em 2015 se as chuvas não ficarem mais frequentes”, explicaram os analistas da instituição financeira britânica. 

Para o StanChart, o banco central parece ter encerrado momentaneamente a sequência de altas da taxa básica de juros.  “Novos aumentos da taxa Selic devem fazer parte do conjunto de políticas para recuperar a credibilidade do país depois das eleições”, concluiu o banco.