Spinelli introduz preço-alvo para ação da CSN de R$ 70,30 ao final de 2010

Corretora destaca crescimento no volume de vendas da empresa em seu resultado trimestral, mas aponta incertezas para o futuro

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SÃO PAULO – Analisando o resultado trimestral divulgado pela CSN (CSNA3), a Spinelli Corretora introduziu em seu case o preço-alvo esperado para o final de 2010, de R$ 70,30 – upside de 16% frente a cotação de fechamento desta quinta-feira (5). Contudo, devido a alguns fatores de dúvida, a recomendação concedida a estes ativos é de manutenção.

Segundo relatório da corretora, o bom desempenho operacional reportado pela companhia já era esperado por ela e reflete o aumento do volume vendido de produtos siderúrgicos, que cresceu 39% frente ao segundo quarto do ano e 4% em relação ao terceiro trimestre do ano passado.

Grande parte desse crescimento nas vendas foi impulsionada pelos programas de incentivo do governo, que estimulou o setor de construção civil e influenciou no aumento da demanda por produtos dos segmentos de linha branca e automobilístico. “O mercado interno foi responsável por 67% das vendas totais, com volume de 884 mil toneladas, 11% maior que no segundo trimestre”, afirmam os analistas.

Custos e Ebitda

Além do aumento no volume comercializado, a siderúrgica mostrou eficiência em seu programa de redução no crescimento dos custos de produção de aço, o que contribuiu para o Ebitda (geração operacional de caixa) atingisse os R$ 992 milhões, número 36% maior do que o registrado no trimestre antecessor. No entanto, esse montante é 53% menor em relação ao mesmo quarto do ano passado.

“Os resultados da companhia mostram uma recuperação do setor, apesar de ainda sofrer com preços ainda inferiores aos praticados no momento anterior à crise”, concluem os especialistas da Spinelli.

Real valorizado preocupa

Apesar das expectativas da CSN apontarem um cenário muito mais otimista daqui pra frente, o time de análise da corretora liga o sinal de alerta para o futuro, levantando alguns fatores de dúvidas, principalmente em torno da valorização do real.

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Segundo a Spinelli, o câmbio cada vez mais forte prejudica a empresa tanto no mercado internacional, já que grande parte de suas vendas são destinadas para fora do País, quanto no âmbito doméstico, visto que a valorização do real aumenta a concorrência com os importados.

“Diante desses pontos de indefinição, recomendamos a manutenção dos papéis”, afirma o time de análise liderado pelo analista Jayme Alves.


Idealizador e apresentador do canal Stock Pickers