Spinelli eleva preço-alvo e reitera recomendação de compra às ações da CSN

Resultado, cancelamento de ações e questão do crédito-prêmio foram determinantes para revisão positiva do target

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SÃO PAULO – Tendo em vista o resultado
trimestral divulgado pela CSN (CSNA3), além dos eventos recentes envolvendo a companhia, a Spinelli elevou o preço-alvo das ações da siderúrgica de R$ 48,71 para R$ 57,00 – upside de 12% frente a cotação de fechamento desta sexta-feira (21) – e reiterou sua recomendação de compra.

Em relação ao balanço do segundo trimestre, os analistas da corretora afirmam que os números vieram dentro do esperado por eles. “A forte queda verificada nos preços foi compensada pelo aumento no volume de vendas no segmento de siderurgia e pela redução de custos, resultando no crescimento de seu Ebitda (geração operacional de caixa)”, afirmam os avaliadores.

O desempenho durante esses três meses ganha ainda mais relevância se comparado com outras empresas do setor. É o caso da Usiminas, que registrou piora em sua margem Ebitda (geração operacional de caixa sobre receita líquida), atingindo o patamar de um dígito, enquanto a CSN registrou evolução em sua margem para 29%, informam os especialistas.

Cancelamento de ações

A equipe de análise da Spinelli também avalia a possibilidade de cancelamento de cerca de 37,7 milhões de ações, resultado da soma dos 8 milhões de papéis que devem ser cancelados em assembleia desta sexta-feira (21) com os 29,7 milhões de ativos recomprados pela CSN, com possível anulação na próxima assembleia, marcada para 3 de setembro.

De acordo com a instituição, essas iniciativas da siderúrgica devem resultar em ganhos para o acionista. “O cancelamento dessas ações representaria um aumento de quase 5% no nosso preço-alvo estimado”, afirma.

Impasse sobre o crédito-prêmio

Outro ponto avaliado pela corretora foi o imbróglio em torno da questão do crédito-prêmio do IPI (Imposto sobre Produto Industrializado), criado pelo governo em 1969 para estimular as exportações. Mesmo com esse estímulo sendo extinto em 1990, diversas companhias do setor continuaram compensando o crédito-prêmio, o que levou o STF (Supremo Tribunal Federal) a pedir a devolução desse dinheiro.

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No caso da CSN, o montante a ser devolvido gira em torno de R$ 3,9 bilhões. Porém, os impactos da crise financeira no setor fizeram o governo conceder a possibilidade de negociação dessa dívida. Dessa maneira, se a companhia aderir ao “refis da crise”, esse montante pode ser reduzido para R$ 2,4 bilhões.

Segundo a Spinelli, essa diminuição no valor a ser devolvido é positiva, visto que a empresa já possui R$ 2 bilhões, acumulados através do provisões feitas nos últimos resultados, o que reduziria o impacto no caixa para R$ 400 milhões, “pequeno para a saudável relação de endividamento da companhia”, diz a corretora.

Projeções

O fraco desempenho esperado para 2009 não abala as expectativas da instituição, visto que é esperada uma retomada no crescimento a partir dos próximos anos. Destaque para a receita líquida prevista para 2011, que deve superar o número registrado no ano passado.

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(em R$ milhões) 2011e 2010e 2009e 2008
Receita Líquida 15.668 11.842 10.471 14.002
Ebitda* 6.382 4.479 3.257 6.593
Lucro líquido 3.353 2.254 2.073 5.774

*Lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização


Idealizador e apresentador do canal Stock Pickers