SPB: empresas estudam concentrar serviços bancários com alguns bancos

Iniciativa teria como objetivo aumentar poder de negociação na hora de determinar tarifas e taxas de empréstimos bancários

Publicidade

SÃO PAULO – A proximidade do lançamento do novo sistema de pagamentos brasileiros, que deve entrar em vigor no próximo dia 22 de abril, já está gerando bastante discussão entre os empresários brasileiros. A maior preocupação dos empresários fica com a administração do caixa das empresas tentando ao máximo evitar descasamentos entre receitas e despesas.

Liquidação em tempo real

Desta forma, o gerenciamento do capital de giro das empresas passa a ser prioridade, visto que as transferências de valor igual ou acima de R$ 5 mil passarão, a partir de agosto, a ser liquidadas on-line e em tempo real pelo novo sistema, o que deve forçar as empresas a acompanhar mais de perto o seu caixa. Caso não tenham saldo suficiente em conta as empresas serão forçadas a levantar financiamentos de curtíssimo prazo, reduzindo suas margens.

Preocupados com estas mudanças alguns empresários apostam na concentração dos serviços bancários das suas empresas com um número menor de instituições financeiras. A estratégia tem como objetivo tentar negociar taxas e condições mais favoráveis nas operações de crédito e custos de transferências para valores acima de R$ 5 mil.

Com a entrada em vigor do novo SPB será lançado um novo meio de pagamento no país, a TED (Transferência Eletrônica Disponível). A intenção é que a TED venha gradualmente substituir os cheques e DOCs para operações acima de R$ 5 mil. Os empresários se preocupam com um possível aumento das tarifas bancárias devido à introdução do novo SPB.

Na opinião de alguns, os bancos tentariam repassar os custos do SPB para os correntistas através do aumento das tarifas. A concentração dos serviços em um número menor de bancos daria aos empresários um maior poder de negociação na hora de definir estas tarifas. Por sua vez, a Febraban nega um possível aumento de tarifas e afirma que não acredita que os empresários estejam realmente concentrando seus serviços em alguns bancos.