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SÃO PAULO – Após uma semana de resultados conflitantes no âmbito fiscal do País, a agência de classificação de risco Standard & Poor’s reafirmou nesta sexta-feira (21) perspectivas positivas para o rating de crédito soberano brasileiro de longo prazo em moeda estrangeira (BB+) e local (BBB), informou a agência em comunicado à imprensa.
De acordo com Lisa Schineller, diretora da área de ratings soberanos e analista responsável pela classificação de risco brasileira, a reafirmação dos ratings e da perspectiva positiva tem por base o comprometimento do governo com a manutenção da meta para o superávit primário de 3,8%.
CPMF não é fator crítico
A derrota do governo na prorrogação da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) havia gerado incertezas quanto à possibilidade de manter a meta fiscal. A despeito da derrota com a CPMF, a prorrogação da DRU (Desvinculação de Receitas da União) foi aprovada, lembra a S&P.
Schineller explicou que a CPMF sozinha não é um fator crítico para a classificação de risco do Brasil, e os fatores de maior relevância são o compromisso político com a redução ao longo do tempo da relação Dívida/ PIB, melhora do perfil da dívida do governo e a redução das vulnerabilidades fiscais.
De acordo com o comunicado, a S&P assume que o ajuste à menor arrecadação decorrente da não aprovação da CPMF se dará por meio de uma combinação de redução de gastos, ajustes de impostos modestos e revisão das projeções de receitas associada a um crescimento econômico mais robusto.
No entanto, a analista completa que diante dos acontecimentos globais e específicos da economia brasileira, um enfraquecimento do compromisso fiscal do governo é particularmente arriscado e, dada a mudança no ambiente, o momentum positivo deve se desacelerar.