Publicidade
SÃO PAULO – Os preços dos serviços da cidade de São Paulo registraram alta de 0,15% em maio deste ano, enquanto os preços do varejo ficaram 0,49% mais caros. Os resultados são do IPS (Índice de Preços de Serviços) e do IPV (Índice de Preços do Varejo), índices de inflação lançados pela Fecomercio-SP (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo) para acompanhar a evolução dos preços de serviços e de produtos e seus impactos.
Segundo a entidade, o lançamento do IPS e a mudança na metodologia do IPV pretendem detalhar os efeitos da alta de preços sobre cada faixa de renda na Região Metropolitana de São Paulo, acompanhando a evolução da inflação e analisando o impacto de medidas de restrição ao crédito sobre a demanda.
Alta nos preços
Como já citado, em maio, o IPS registrou alta de 0,15%s, com destaque para o aumento de 0,62% também nos serviços do grupo saúde e cuidados pessoais, como plano de saúde, consultas médicas e serviços laboratoriais, tendo a maior alta para a classe E (+0,71%).
Os preços dos serviços ligados a despesas pessoais tiveram a segunda maior variação, com alta de 0,5% em média. Já os serviços dos grupos artigos de residência, transportes e comunicação registraram redução de 0,72%, 0,66% e 0,19%, respectivamente. Em 12 meses, o IPS apresenta variação de 5,19%.
Já o IPV apresentou elevação de 0,49%, com os maiores reajustes sendo verificados em produtos do grupo saúde e cuidados pessoais, como vitaminas, analgésicos e sabonetes. Nessa categoria, houve um aumento superior a 1,2% para todas as classes de renda.
A habitação foi o segundo item com maior variação, com alta média de 1,1% no quinto mês de 2013, com impacto mais forte na classe A (+1,26%). O grupo despesas pessoais teve queda para todas as faixas de renda, com recuo médio de 0,31%. Em 12 meses, o IPV registra alta de 6,68%.
Continua depois da publicidade
Segundo a Fecomercio, a análise das séries históricas do IPS e do IPV mostra uma alta maior dos preços de serviços em relação aos produtos entre novembro de 2011 e janeiro de 2013. “No entanto, este ano a inflação nos produtos mostrou-se mais significante, pressionada principalmente pelo aumento dos alimentos”.
Metodologia
O IPS e o IPV usam os dados da POF (Pesquisa de Orçamentos Familiares) do IBGE e abrange as cinco faixas de renda familiar (A, B, C, D e E) para avaliar os pesos e efeitos da alta de preços na Região Metropolitana de São Paulo, com série histórica iniciada em dezembro de 2010.
Em ambos os indicadores, a estrutura de ponderação é fixa e baseada na participação dos itens de consumo obtido pela POF de 2008/2009 para cada grupo de renda e para a média geral. O IPS avalia 66 itens e o IPV 181 artigos de consumo.