SP: classes E e D foram as mais prejudicadas pelo aumento do custo de vida em outubro

Custo de vida para famílias de menor renda subiu mais que a média geral das classes, que foi de 0,43%

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SÃO PAULO – As altas do custo de vida na Região Metropolitana de São Paulo pesaram mais para as famílias das classes E e D, com altas de respectivamente 0,63% e 0,59%.

De acordo com o indicador CVCS (Custo de Vida por Classe Social) da Fecomercio-SP (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo), a alta geral foi de 0,43% – mais baixa que a registrada no mês imediatamente anterior – setembro, de 0,64%.

Vestuário e Alimentação
Os segmentos que mais impulsionaram o aumento do custo de vida do paulistano foram Vestuário (1,52%) e Alimentação (1,18%). Para as famílias de menor renda, considerando as classes E e D, Vestuário e Alimentação apontaram altas no índice de 1,49% e 1,35% respectivamente.

De acordo com a FecomercioSP, a recente pressão nos preços dos alimentos, sobretudo da cesta básica, tem sido maior do que a média registrada no CVCS nos últimos 12 meses. “Este tipo de distorção aponta que as classes E e D estão sofrendo as maiores perdas do seu poder de compra”, relata o órgão.

Em análise mais detalhada, a Fecomercio-SP mostrou que, por exemplo, arroz e feijão tiveram acréscimos de 8,8% e 6,2% nesse intervalo.

Outros setores
As demais categorias, que alavancaram os dados da pesquisa, registraram os seguintes aumentos: habitação (0,46%), saúde (0,36%), comunicação (0,19%), pessoais (0,13%) e artigos do lar (0,10%). Já as categorias que passaram por redução no índice foram transporte (-0,32%) e educação (-0,01%).