Solidez fiscal e inflação sob controle permitem estímulos, diz Mantega

Para garantir crescimento, Governo continua a impulsionar produção; preços devem alcançar meta e dívida cairá

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SÃO PAULO – Em meio à crise da dívida na Europa e à recuperação ainda lenta da economia dos Estados Unidos, o Brasil aparece como um dos únicos países que conseguem conter gastos e reduzir a dívida pública. A opinião é do ministro da Fazenda, Guido Mantega, que discursou em Brasília nesta terça-feira (3) ao anunciar medidas de estímulo à produção nacional.

De acordo com ele, agora a inflação já está sob controle, o que permite que essas ações sejam tomadas para impulsionar o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro. Isso, somado ao que ele chama de solidez fiscal, o movimento de enxugar o orçamento, entregar superávit primário e diminuir o endividamento, torna o estímulo possível.

“A inflação está sob controle. No ano passado, tivemos um surto inflacionário, mas ela está vencida e se encaminha para o centro da meta”, garantiu Mantega. O objetivo central é de um avanço de 4,5% nos preços, medidos pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor – Amplo), mas com variação possível de 2 pontos percentuais para cima e para baixo – de 2,5% a 6,5%.

Projeções de Mantega
Além de cravar o controle do “surto inflacionário” de 2011, como ele mesmo chamou, o ministro da Fazenda ainda projeta a dívida pública em 35,7% do PIB (Produto Interno Bruto) ao fim deste ano. “A dívida pública vem caindo e é uma das menores entre os grandes países”, opina.

Por fim, ele acredita que o Brasil deve continuar garantindo seu crescimento, mesmo permeado pela crise de demanda causada pelos problemas econômicos na Europa, além da desaceleração na China e do fraco avanço dos EUA. “Nosso mercado interno é dinâmico e vai continuar crescendo mesmo em período de crise, ao contrário de outros países que dependem de exportações”, avalia.