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O SoftBank Group está conversando com bancos de investimento sobre uma possível emissão de títulos de dívida entre US$ 10 bilhões e US$ 20 bilhões para ajudar a refinanciar um empréstimo contratado para financiar seu investimento na OpenAI, segundo pessoas familiarizadas com o assunto.
A oferta poderá ser denominada em dólares e euros e ser lançada já em setembro, disseram as fontes, que pediram anonimato por tratar de negociações privadas. As conversas ainda estão em andamento e os detalhes podem mudar.
Os recursos captados seriam usados em parte para quitar um empréstimo-ponte de US$ 40 bilhões obtido no início deste ano para financiar a participação na OpenAI, além de apoiar outros investimentos em inteligência artificial. O SoftBank, que tem classificação de crédito abaixo do grau de investimento (“junk”) e é liderado pelo bilionário Masayoshi Son, prevê investir cerca de US$ 65 bilhões na OpenAI até outubro, financiando parte do montante por meio de empréstimos.
Os títulos em dólar do SoftBank com cupom de 8,5% caíram 2,3 centavos, para cerca de 98 centavos de dólar, após a notícia, no maior recuo diário desde a emissão em abril. Ao mesmo tempo, o custo para proteger a dívida da empresa contra risco de crédito aumentou, com os contratos de credit-default swap (CDS) avançando 10,7 pontos-base, o maior salto em mais de um mês, segundo dados da CMA.
A possível emissão se soma a uma onda de captações realizadas por empresas que buscam ampliar sua exposição à inteligência artificial, apesar das crescentes preocupações com os riscos de crédito e com a incerteza sobre o retorno desses investimentos. Algumas companhias têm recorrido até mesmo a investidores especializados em títulos de alto risco para financiar projetos ligados à IA, à medida que a competição por capital se intensifica.

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Enquanto isso, gigantes de tecnologia dos Estados Unidos planejam investir trilhões de dólares em centros de dados e outras infraestruturas voltadas para IA nos próximos anos. Segundo dados compilados pela Bloomberg News, as empresas já captaram mais de US$ 410 bilhões no mercado de dívida apenas neste ano para financiar data centers e outros projetos relacionados à tecnologia.
“Estamos considerando várias opções para refinanciar o empréstimo-ponte, mas nada foi decidido, inclusive em relação aos valores”, disse um porta-voz do SoftBank em resposta enviada por e-mail.
Diferentemente da maioria de suas emissões internacionais, o SoftBank avalia utilizar pela primeira vez em mais de uma década a estrutura conhecida como Regra 144A, que permitiria vender os títulos diretamente a investidores institucionais nos Estados Unidos. A medida ampliaria a base potencial de compradores e poderia aumentar a demanda pela operação.
Para Sharon Chen, analista de crédito da Bloomberg Intelligence, uma emissão internacional desse porte reduziria significativamente a necessidade de financiamento do grupo, estimada em mais de US$ 20 bilhões. Ela ressalta, porém, que a empresa provavelmente terá de oferecer retornos elevados para atrair investidores para uma operação tão grande.
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Se atingir o teto da faixa planejada, a oferta poderá se tornar a maior emissão internacional de títulos realizada por uma empresa asiática em 2026, segundo dados compilados pela Bloomberg. Também marcaria a segunda incursão do conglomerado japonês no mercado de dívida offshore neste ano.
Em abril, o SoftBank vendeu US$ 3,6 bilhões em títulos denominados em dólares e euros, incluindo uma tranche de 10 anos em dólar com cupom recorde de 8,5%.
Paralelamente, o grupo busca levantar recursos no mercado doméstico. A companhia planeja realizar no próximo mês uma emissão recorde de ¥ 1 trilhão (cerca de US$ 6,3 bilhões) em títulos voltados para investidores de varejo no Japão.
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Além disso, recentemente obteve um empréstimo de margem de US$ 10 bilhões, garantido por sua participação na OpenAI, operação que inclui cláusulas que podem exigir aportes adicionais de garantias ou o pagamento antecipado da dívida.
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