Socopa recomenda onze ações para a última semana de maio

Corretora aposta que o Ibovespa consegue se manter acima dos 50 mil pontos até o final deste mês; portfólio anterior é mantido

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SÃO PAULO – A corretora Socopa divulga sua carteira recomendada para a última semana de maio, que contém onze sugestões, mantendo inalterado o portfólio anterior. A corretora ressalta que busca listar as melhores opções dentre os ativos negociados na BM&F Bovespa ponderando riscos e retornos.

Apesar do clima instável da última semana, a instituição avalia que “o Ibovespa conseguiu se manter acima dos 50 mil pontos, o que acreditamos que possa persistir neste final de mês”.

No setor corporativo, a Socopa destaca a fusão entre Perdigão e Sadia, que movimentou as negociações destes papéis. Além disso, o período foi marcado pela divulgação da ata do Federal Reserve, que “trouxe expectativas pessimistas quanto à velocidade da recuperação da economia dos Estados Unidos”.

Confira a carteira:

Empresa Código Preço-teórico Upside* Peso ajustado
Bradesco BBDC4 R$ 31,20 9,05% 10,0%
Gerdau GGBR4 R$ 21,00 17,65% 10,4%
CSN CSNA3 R$ 48,00 12,07% 10,0%
Itaú Unibanco ITUB4 R$ 33,20 9,28% 10,0%
Copel CPLE6 R$ 35,00 30,16% 9,8%
Lojas Renner LREN3 R$ 24,50 13,27% 8,0%
Vale VALE5 Em revisão 7,8%
OdontoPrev ODPV3 R$ 50,00 71,17% 8,1%
Perdigão PRGA3 R$ 59,60 54,01% 9,5%
Randon RAPT4 R$ 14,00 55,38% 8,6%
Petrobras PETR4 Em revisão 7,8%

*Potencial de valorização em 12 meses, com base no fechamento de 22 de maio

Bradesco

A Socopa acredita que as instituições financeiras nacionais conseguirão contornar o problema de escassez de crédito internacional e que o Banco Central está tomando as medidas necessárias para dar maior liquidez ao mercado. Ademais, os bancos brasileiros estão bem capitalizados.

Gerdau

Apesar da exposição ao mercado externo ter afetado as margens operacionais da empresa, a Socopa analisa que os impactos da desaceleração da economia norte-americana já estão precificados nas ações da Gerdau.

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CSN

Com a venda de 40% na Namisa, a CSN apresenta uma posição financeira privilegiada diante de um cenário de retração do crédito no mercado. Além disso, os negócios na área de minério de ferro devem sustentar a receita e as margens da empresa neste ano.

Itaú Unibanco

O setor financeiro apresenta desconto em relação ao restante do mercado, apesar da crise financeira. A consolidação entre as instituições deve fortalecer o setor.

Copel

Apesar do risco político implícito nas precificações, os papéis da empresa estão baratos. Além disso, a Copel tem boa exposição à curva de preços de energia mais altos nos próximos anos.

Lojas Renner

A Lojas Renner é uma das maiores redes do Brasil, além disso, é voltada para a classe média da população e se concentra, em sua maioria, em shoppings centers de quase todo o território nacional.

Randon

A Socopa considera que a empresa tem capacidade para passar pela crise financeira sem retrair significativamente suas operações e que se beneficiará quando as condições econômicas melhorarem, o que deve acontecer no segundo semestre do ano, de acordo com suas projeções. Ademais, a Randon tem “boa geração de caixa, amplo market share e baixo nível de alavancagem financeira”.

OdontoPrev

A empresa lidera o processo de consolidação em um mercado de baixa penetração. A corretora enxerga que suas aquisições “possibilitarão ganhos de sinergia e diluição dos custos fixos no longo prazo”. Seu fluxo de caixa previsível faz do seu papel um investimento defensivo.

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Perdigão

A Socopa considera que a empresa está bem posicionada no mercado, além de possuir uma grande variedade de produtos. Ademais, a nova realidade de preços das commodities reduzirá a pressão dos custos e beneficiará as margens operacionais da Perdigão.

Vale

Apesar da possível redução da demanda por minério de ferro no próximo ano, a companhia tem uma “confortável posição financeira”, após a emissão de ações, além de “sólidos fundamentos de longo prazo”.