Sobe e desce do dólar: como as oscilações afetam o bolso do consumidor?

De acordo com professor da FGV, o impacto das oscilações do dólar irá depender da renda do consumidor

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SÃO PAULO – Nos últimos meses, o brasileiro tem se habituado a ouvir notícias sobre a desvalorização do dólar frente ao real. Contudo, para quem não vai viajar para o exterior, será que as oscilações da moeda norte-americana afetam o bolso do brasileiro?

De acordo com o professor e coordenador do curso de Gestão Financeira da FGV (Fundação Getulio Vargas), Ricardo Teixeira, a resposta para a pergunta acima depende da renda do consumidor.

Para quem compra produtos importados, por exemplo, a desvalorização do dólar é benéfica porque facilita aos comerciantes a compra de tais produtos e a revenda dos mesmos a preços competitivos no Brasil.

“O consumidor deve acompanhar os preços do varejo. Porém, para o consumidor médio é interessante acompanhar a movimentação do dólar que interfere nos preços de produtos importados, como os calçados e os têxteis vindos de alguns países do oriente”, diz.

Pontos negativos
O professor de economia da Trevisan Escola de Negócios, Alcides Leite, concorda e acrescenta que quem compra aparelhos eletroeletrônicos também pode se beneficiar da desvalorização do dólar.

Isso porque os componentes e insumos de alguns aparelhos eletroeletrônicos são importados, como os de televisores e celulares.

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Por outro lado, a desvalorização do dólar frente ao real não tem apenas pontos positivos. A concorrência com produtos do exterior pode prejudicar as empresas nacionais, o que, a longo prazo, explica Leite, pode gerar perda de emprego e até a falência de algumas companhias.

Por que o dólar caiu?
No geral, explicam os professores, o dólar registra alta ou queda conforme a oferta e a procura pela moeda.

Atualmente, há mais oferta do que demanda, o que faz com que a moeda norte-americana se desvalorize frente ao real. Entre os motivos que levam a maior oferta da moeda estrangeira no Brasi, o professor da Trevisan destaca os juros altos, que atrai investidores estrangeiros e a balança comercial positiva.

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Além disso, acrescenta Teixeira, a crise nos Estados Unidos também contribuiu para a desvalorização do dólar