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SÃO PAULO – Após desafiar o movimento declinante das bolsas norte-americanas e europeias com tímidas valorizações no começo da tarde, o Ibovespa cede à pressão de suas principais blue chips e vai ao vermelho. Em Wall Street, as palavras de George Soros disseminam cautela, junto com as expectativas negativas em torno do resultado da Alcoa. No velho continente, as bolsas foram pressionadas por sinais de intensificação da recessão na região e por estimativas pessimistas do FMI (Fundo Monetário Internacional).
Enfático, George Soros declarou que o bear market ainda não chegou ao fim. “É um rali de bear market, porque ainda não fizemos a economia se recuperar”, afirmou o megainvestidor em entrevista à Bloomberg. Por outro lado, “o próximo bull market latino-americano está começando”, na visão dos analistas do Citigroup. Para eles, esta tendência deve durar pelos próximos quatro ou cinco anos, acompanhando a retomada da economia global e avanço dos fundamentos regionais.
Na esfera corporativa, além das expectativas em torno do início da temporada de resultados, as atenções se voltam novamente ao setor automotivo dos EUA. A General Motors está acelerando os preparativos para uma eventual falência, mesmo com os esforços recentes de seus diretores para evitar esta possibilidade, noticiam as agências internacionais. Como reflexo das tensões, os papéis da GM desabam mais de 12% nesta tarde, alimentando o mau humor em Wall Street.
No âmbito econômico, foco para a piora na economia da Europa. Registrando sua pior performance desde 1996, o PIB (Produto Interno Bruto) na Zona do Euro caiu 1,6% no último trimestre de 2008. Por sua vez, conforme publicado pelo jornal britânico The Times, as novas projeções do FMI dão conta que os ativos tóxicos detidos por bancos e seguradoras podem totalizar US$ 4 trilhões.
Bolsa cede ao mau humor externo
Sob pressão dos papéis de Vale e siderúrgicas, o Ibovespa acompanha as perdas verificadas em Wall Street e registra desvalorização pela tarde. Por outro lado, o setor imobiliário traz certo alívio ao índice diante das recomendações favoráveis do Goldman Sachs.
Os analistas do banco norte-americano afirmaram em relatório que as ações de incorporadoras imobiliárias estão “intrinsecamente subavaliadas”. Frente ao fato, as ações de Cyrela e Rossi aparecem entre os principais ganhos do dia.
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As companhias do setor irão reportar seus resultados preliminares de vendas referentes ao primeiro trimestre nas próximas duas semanas e a expectativa dos analistas é de que o setor apresente uma retomada na comparação o mesmo intervalo de tempo do ano passado. Os analistas elevaram a recomendação do setor para “atrativa”.
Ibovespa cai
Estendendo a trajetória declinante da véspera, o Ibovespa registra baixa próxima de 0,7%, contornando os 43.860 pontos. O volume financeiro do índice totaliza R$ 3,25 bilhões nesta tarde.
No destaque de baixa figuram os papéis da Cesp, estendendo as perdas da véspera. Por outro lado, na ponta positiva do índice aparecem as ações da Cosan, que também dão continuidade à trajetória da segunda-feira, na direção da quinta valorização consecutiva.
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Maiores altas e baixas
Entre os destaques de queda estavam os papéis
Redecard ON (RDCD3, -2,96%),
Telemar PN (TNLP4, -2,91%),
Telemar NLeste PNA (TMAR5, -2,71%),
ALL UNT N2 (ALLL11, -2,61%) e AmBev PN (AMBV4, -2,40%).
Por outro lado, as ações
Cosan ON (CSAN3, +6,00%),
Cyrela Realty ON (CYRE3, +5,81%),
TAM PN N2 (TAMM4, +4,07%),
Gol PN N2 (GOLL4, +3,15%) e Rossi Resid ON (RSID3, +3,13%).
encerraram a manhã em alta.
Os maiores volumes ficaram com
Petrobras PN (PETR4, R$ 384,95 milhões), Vale Rio Doce PNA (VALE5, R$ 343,26 milhões), Vale Rio Doce ON (VALE3, R$ 138,86 milhões), Itau Unibanco PN (ITAU4, R$ 120,81 milhões) e Brasil ON (BBAS3, R$ 114,63 milhões).
Dólar sobe
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Reduzindo o ritmo de alta da abertura, o dólar comercial segue na tarde desta terça-feira a R$ 2,22, o equivalente a cerca de 0,1% de valorização.