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SÃO PAULO – Como reflexo das fortes perdas registradas nas praças financeiras ao redor do globo nesta sexta-feira (10), o risco-Brasil terminou com acentuado avanço de 39 pontos. O sentimento de aversão ao risco entre os investidores foi guiado por possíveis falências de importantes companhias norte-americanas.
Entre as mais fragilizadas figuram as montadoras GM e Ford, situação corroborada pelos alertas concedidos pelos analistas da Standard & Poor’s, enquanto a Moody’s alertou para um corte no rating do Morgan Stanley. A GE (General Electric), por sua vez, trouxe seus resultados do terceiro trimestre do ano, período em que marcou a terceira queda consecutiva em seu lucro líquido.
Mesmo com o clima de indefinição nos mercados, o preço dos Treasuries fechou com recuo, e os títulos da dívida externa brasileira acompanharam esse movimento. Como a depreciação dos títulos da dívida externa norte-americana foi mais expressiva, o risco-Brasil apresentou forte avanço.
Risco-Brasil dispara
O indicador de risco-Brasil calculado pelo conglomerado norte-americano JP Morgan encerrou a 483 pontos-base, alta de 39 pontos em relação ao fechamento anterior.
O principal título da dívida externa brasileira, o Global 40, encerrou em baixa de 3,47% na noite desta sexta-feira, cotado a 111,00 centavos de dólar.
Confira abaixo a cotação do principal ativo da dívida externa brasileira:
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| Ativo | Último | Anterior | Var % |
| Global 40 | 111,00 | 115,00 | -3,47 |