Sob fracos indicadores nos EUA, risco-Brasil encerra com avanço de 10 pontos

Consumer Confidence aponta o menor patamar em 16 anos; Alan Greenspan declara que a crise de crédito ainda deve perdurar

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SÃO PAULO – A espera pelo anúncio da decisão do Fed junto às referências pessimistas oriundas da agenda econômica dos EUA provocaram forte recuo nos índices em Wall Street. Frente ao fato, o risco-Brasil fechou com acentuado avanço de 10 pontos nesta terça-feira (24).

A confiança do consumidor norte-americano (Consumer Confidence) apontou em junho o menor patamar registrado pelo índice em 16 anos. O indicador atingiu 50,4 pontos, abaixo das expectativas do mercado, que indicavam 56 pontos.

Além desta ocorrência, os mercados também foram penalizados pela fala de Alan Greenspan. O ex-chairman do Fed declarou que os desdobramentos da crise de crédito devem ser sentidos ao menos até o próximo ano, mesmo entre medidas agressivas do BC norte-americano.

Pelo lado corporativo, o destaque negativo cabe, novamente, ao setor financeiro. Desta vez, o alvo foi o Citi, que segundo os analistas da Merrill Lynch, deverá registrar um total de US$ 8 bilhões em baixas contábeis no segundo trimestre deste ano.

Risco-Brasil sobe forte

O indicador de risco-Brasil calculado pelo conglomerado norte-americano JP Morgan encerrou a 208 pontos-base, alta de 10 pontos em relação ao fechamento anterior.

O principal título da dívida externa brasileira, o Global 40, encerrou em alta de 0,56% na noite desta terça-feira, cotado a 134,50 centavos de dólar.

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Confira abaixo a cotação do principal ativo da dívida externa brasileira:

Ativo Último Fech. Anterior Var %
Global 40 134,50 133,75 +0,56