Sob clima mais ameno à renda variável externa, risco-Brasil cai 46 pontos

Injeção bilionária dos principais Bancos Centrais ameniza tensões com a crise; Global 40 fecha com forte avanço de 4,03%

Publicidade

SÃO PAULO – Após três expressivos avanços consecutivos, o risco-Brasil encerrou com forte recuo de 46 pontos nesta quinta-feira (18). O indicador refletiu o alívio trazido pela injeção bilionária de capital por parte dos principais Bancos Centrais do mundo, a fim de amenizar a crise internacional.

O Banco Central Europeu (BCE), o BoJ (Bank of Japan), o Bank of England (BoE) e os Bancos Centrais canadense e suíço acertaram com o Federal Reserve a injeção de US$ 247 bilhões nas praças financeiras, o que garantiu a retomada das Bolsas após as fortes perdas na véspera.

Em meio o clima mais ameno nos mercados, o preço dos Treasuries fechou com forte recuo, enquanto os Globais contrariaram este movimento. Como a apreciação dos títulos da dívida externa brasileira foi mais expressiva, o risco-Brasil sofreu forte retração. A relação das variações da nota de dívida externa brasileira com o movimento dos Treasuries determina o indicador de risco-Brasil.

Risco-Brasil despenca

O indicador de risco-Brasil, calculado pelo conglomerado norte-americano JP Morgan, encerrou a 325 pontos-base, queda de 46 pontos em relação ao fechamento anterior.

O principal título da dívida externa brasileira, o Global 40, encerrou em alta de 4,03% na noite desta quinta-feira, cotado a 129,10 centavos de dólar.

Confira abaixo a cotação do principal ativo da dívida externa brasileira:

Continua depois da publicidade

Ativo Último Anterior Var %
Global 40 129,10 124,10 +4,03