Destaques da Bolsa

Smiles dispara 16,7% na semana e lidera ganhos; 11 ações sobem mais de 5% e uma cai mais de 4%

Confira os destaques do noticiário corporativo desta sexta-feira (17)

SÃO PAULO – O Ibovespa teve mais uma sessão de queda puxado pelos bancos, mas conseguiu encerrar a semana com ganhos de mais de 2%. Com isso, foram 11 das 59 ações do índice registrando alta de mais de 5%, enquanto 7 papéis recuaram mais de 2%, sendo que apenas um caiu mais de 4%.

Na ponta positiva, destaque para a Smiles (SMLE3), que disparou 16,72% nestes cinco pregões puxada pelo ótimo resultado apresentado na quarta à noite. Entre os maiores ganhos ainda ficaram a Cemig (CMIG4, R$ 10,42, +15,27%), Rumo (RUMO3, R$ 9,15, +9,71%) e Kroton (KROT3, R$ 14,04, +7,34%).

Entre as perdas, chamaram atenção as perdas da Cyrela (CYRE3, R$ 13,50, -4,53%), Eletrobras (ELET3, R$ 21,77, -3,80%) e Hypermarcas (HYPE3, R$ 27,25, -2,68%). Confira agora os principais destaques da sessão desta sexta-feira (17):

Fibria (FIBR3, R$ 28,31, +2,87%) e Suzano (SUZB5, R$ 13,70, +2,09%)
A Fibria chegou a subir 4,3%, no maior ganho em um mês, enquanto a Suzano atingiu alta de 3,2%. A Suzano anunciou hoje que os preços da celulose subirão a US$ 740 a tonelada para clientes na Europa, US$ 920 a tonelada na América do Norte.

O aumento será efetivo a partir de 1º de março, informou a assessoria de imprensa da Suzano por e-mail. Os preços da celulose subiram por 15 semanas consecutivas na China, atingindo o maior nível desde janeiro de 2016, de acordo com os índices FOEX. Na Europa, os preços subiram para o nível mais alto desde julho, recuperando do mínimo de cinco anos em janeiro

(VALE3, R$ 34,03, +0,77%; VALE5, R$ 32,25, +1,26%)

Apesar do ceticismo dos analistas de mercado e da abertura em queda, as ações da Vale mostram resiliência e voltaram a subir nesta sessão, em meio aos dados do minério de ferro e o noticiário sobre a substituição de Murilo Ferreira no comando da empresa. Nesta sexta, o minério de ferro teve leve alta de 0,34% em Qingdao e de 0,29%¨na bolsa de Dalian. 

Ainda no noticiário da companhia, o Valor destacou que, em reunião com os presidentes do Bradesco e do Banco do Brasil, o presidente Michel Temer garantiu que a escolha do novo executivo para o comando da Vale não terá ingerência política e a decisão vai considerar critérios de mercado. Em maio, termina o atual contrato de Murilo Ferreira, atual CEO da mineradora.

De acordo com o Valor Econômico, o vice-governador de Minas Gerais, Antônio Andrade, afirmou o futuro presidente da empresa “não vai ser indicação nem do Aécio nem indicação do PMDB”. De acordo com a Guide Investimentos, essa notícia é marginalmente positiva, pois a indicação de um executivo de mercado mitiga riscos de uma indicação política e tende a aumentar a confiança dos investidores. 

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Por outro lado, o  mercado também dá sinais de que o rali da mineradora na Bolsa pode ter chegado ao fim ou se enfraquecido.  Em relatório para comentar a série de reuniões com clientes, o BTG apontou que os investidores locais parecem seguir underweight com o setor e veem que parece ser tarde para comprar a Vale após todo o rali dado o risco de queda para o minério. 

Usiminas (USIM3, R$ 9,73, +4,06%; USIM5, R$ 5,45, -0,18% )
A Usiminas viu suas ações ON subirem forte e seus papéis PNA terem baixa. A maior produtora de aços planos do país em capacidade instalada anunciou nesta sexta-feira o seu décimo prejuízo líquido trimestral consecutivo devido ao menor volume de vendas em todas as unidades de negócios e ao aumento das despesas. A siderúrgica mineira teve prejuízo líquido de R$ 195 milhões no quarto trimestre, maior que o de R$ 107 milhões do terceiro trimestre, mas muito inferior ao prejuízo de R$ 1,627 bilhão apurado no mesmo período de 2015.

Segundo análise do BTG Pactual, o resultado a primeira vista foi fraco com Ebitda ajustado de R$ 234 milhões, abaixo da expectativa de R$ 353 milhões do banco. Já o nivel de dívida liquida em relação ao Ebitda continua alto em 7 vezes e a empresa queimou um pouco de caixa no trimestre (R$70 milhões). “O papel continua embutindo muito crescimento de earnings no preço e o track record dos últimos resultados nos deixa um pouco mais cautelosos com a velocidade da recuperação”, afirmam os analistas, que seguem com recomendação neutra.

Raia Drogasil (RADL3, R$ 63,30 -2,09%)
A Raia Drogasil chegou a subir mais de 1% no início da sessão, mas virou para queda e fechou entre as maiores perdas da sessão, apesar dos bons números do quarto trimestre. O mercado viu o movimento como de realização de lucros, lembrando que, em 2016, as ações subiram o dobro do Ibovespa, enquanto registram um desempenho abaixo do índice neste ano. 

A companhia reportou lucro líquido de R$ 87,1 milhões no quarto trimestre de 2016, crescimento de 11,2% na comparação com o mesmo período do ano anterior. No acumulado do ano, o lucro da varejista chegou a R$ 451,2 milhões, montante 32% superior ao de 2015. No ano, o resultado ajustado chegou a R$ 987,6 milhões, aumento de 32,8%. Os ajustes consideram eventos não recorrentes.

De acordo com o Itaú BBA, os números foram positivos, como já esperado, impulsionados pelo “respeitável” crescimento em SSS (vendas nas mesmas lojas) e boa lucratividade. O banco segue com recomendação outperform para os ativos, com preço-alvo de R$ 76,1 por ação.

Grendene (GRND3, R$ 19,89, +0,20%)
A Grendene reportou um lucro líquido de R$ 634,5 milhões em 2016, o que representa um aumento de 15,1% em relação ao ano anterior. Considerando apenas o quarto trimestre do ano passado, o lucro líquido da companhia avançou 2,8%, para R$ 247 milhões. Segundo a empresa, a política rígida de disciplina nos custos e despesas mais do que compensou a queda nas vendas em função do cenário de recessão no Brasil e das dificuldades para exportação no período.

Cosan (CSAN3, R$ 42,60, +0,47%)
A Cosan registrou leve alta após o resultado positivo da companhia. A empresa encerrou o quarto trimestre de 2016 com lucro líquido de R$ 178,3 milhões, uma queda de 70,9% ante o mesmo período do ano anterior, quando o lucro foi de R$ 612,5 milhões. No acumulado do ano, por sua vez, o lucro subiu 78,6%, para R$ 1,04 bilhão. O Ebitda entre outubro e dezembro caiu de R$ 1,72 bilhão para R$ 1,35 bilhão, um recuo de 21,4%, enquanto no anualizado o Ebitda avançou 26,9%, atingindo R$ 5,54 bilhões.

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Os analistas do BTG Pactual destacam que os números da Cosan foram fortes novamente, com a estratégia bem definida da Raízen de distribuição e no segmento de açúcar e álcool batendo as estimativas do mercado. Os analistas do banco seguem com recomendação de compra para os ativos com preço-alvo de R$ 51,00, vendo um bom momentum para os resultados, exposição ao cenário mais positivo do Brasil e com ciclo forte do açúcar fazendo com que a ação seja um bom nome com um valuation razoável.

Rumo (RUMO3, R$ 9,15, +3,98%)
Após abrir em queda, as ações da companhia viraram para alta. A Rumo registrou prejuízo líquido de R$ 319 milhões no quarto trimestre, uma evolução de 96% ante os R$ 162,7 milhões de prejuízo um ano antes. No acumulado de 2016, o prejuízo da companhia piorou 56,2%, passando de R$ 469,5 milhões para R$ 733,5 milhões. 

De acordo com o BTG Pactual, os números foram fracos, com destaque para a queda dos volumes e de vendas. Contudo, apesar do resultado pior, o guidance para 2017 foi considerado muito bom. O Itaú BBA elevou a empresa de market perform (desempenho em linha com o mercado) para outperform (desempenho acima do mercado).

Gol (GOLL4, R$ 8,89, +8,15%)
A Gol teve fortes ganhos também na esteira de um resultado positivo. A empresa reportou nesta sexta-feira um prejuízo líquido de R$ 30,2 milhões no quarto trimestre de 2016, ante resultado negativo de R$ 1,13 bilhão em igual período de 2015. A companhia aérea apurou geração de caixa medida pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação, amortização e aluguel de aeronaves (Ebitdar) de R$ 440,5 milhões no trimestre de outubro a dezembro, 10,4% superior aos R$ 398,9 milhões do último trimestre de 2015. A receita operacional líquida subiu 0,5% na comparação anual, para R$ 2,664 bilhões.

 Segundo o BTG, a primeira leitura é de um resultado positivo, com destaque para a margem operacional acima da esperada. Além disso, o guidance de 2017 também veio positivo. Após o resultado, o BTG elevou a recomendação para compra. 

Petrobras (PETR3, R$ 16,72, -1,47%;PETR4, R$ 15,61, -1,58%)

Após seis sessões de alta, as ações da companhia, os papéis da Petrobras tiveram queda de cerca de 1%, acompanhando a cotação do preço do petróleo, que registrou baixa durante todo o dia. O WTI ficou estável a US$ 53,36, enquanto o brent recuou 0,05%, a US$ 55,97 o barril. 

CCR (CCRO3, R$ 18,55, +0,54%)
A CCR registrou alta na sessão de hoje, após recomendação de compra do BTG Pactual. A companhia ainda comunicou o encerramento da oferta pública de distribuição primária, com esforços restritos de colocação, de acordo com fato relevante divulgado nesta quinta. A operação permitiu à empresa captar R$ 4,07 bilhões por meio da emissão de 254.412.800 novas ações ordinárias ao preço de R$ 16 por ação. Com isso, o capital social da operadora de infraestrutura logística passa a ser de aproximadamente R$ 6,126 bilhões, dividido em 2,02 bilhões de ações ON, conforme comunicado em 9 de fevereiro.

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Entre as reocmendações, o BTG reiniciou a cobertura para CCR com recomendação de compra e preço-alvo de R$ 21. “Nossa visão mais otimista consiste na sinalização de que a companhia está bem posicionada para capturar oportunidades de crescimento, além do cenário de queda nos juros e forte tendência de alta do lucro por ação.

Brasil Agro (AGRO3, R$ 12,26, +2,17%)
As ações da Brasil Agro voltaram a subir após avançarem quase 3% ontem na esteira da definição do projeto para liberar venda de terras a estrangeiros. Hoje, o Estadão informa que o governo trabalha nos últimos detalhes de um projeto de lei neste sentido. O tema, que era considerado fora de questão no governo da ex-presidente Dilma Rousseff, tem sido tratado diretamente pelo ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha. A intenção do governo é que o texto seja votado pelo Congresso já após o carnaval. 

BM&FBovespa (BVMF3, R$ 19,70, +0,61%)

As ações da BM&FBovespa tiveram um novo dia de ganhos, acumulando alta de 5,77% em três pregões. A Bolsa deve divulgar resultados do quarto trimestre de 2016 nesta sexta-feira após o fechamento do mercado. O lucro líquido ajustado deve ficar em R$ 686 milhões, ante R$ 534 milhões um ano antes, de acordo com estimativa média em pesquisa Bloomberg e, segundo o Safra, o resultado deve ser sólido.