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SÃO PAULO – Em meio à alta volatilidade do mercado nos últimos meses e a busca por ativos mais liquidos para investir, as ações consideradas small caps perderam espaço no mercado e nas carteiras dos investidores.
Antes em evidência nas recomendações das principais corretoras, as pequenas deram lugar aos portfólios mais defensivos, focados em empresas com alto dividend yield (relação entre os proventos pagos por uma empresa e a cotação de suas ações) e liquidez.
Apesar dos empecilhos, as constantes oscilações do mercado acionário brasileiro presumem oportunidades de lucro no curto prazo. Neste sentido, Vinícius Vereza, analista técnico da Dojistar Four Gráficos, e Eduardo Lang, instrutor da Uniinvest, garimparam entre as small caps listadas na Bovespa sete papéis com boas oportunidades de ganhos, amparados pelo instrumental de análise técnica.
ABnote
Apesar de ainda ter uma boa pressão de venda nos gráficos de periodicidade mais longa, os papéis ordinários (ABNB3), na visão de Vereza, podem propiciar uma boa rentabilidade no curto prazo.
Com um fundo armado em R$ 10,80, as ações podem engatar um movimento consistente de alta com a manutenção deste suporte, com vista à faixa entre R$ 13,00 e R$ 15,00.
Confab
Na caça de empresas com boa posição de caixa, o investidor pode encontrar na Confab (CNFB4) o atributo almejado, destaca o instrutor da Uniinvest. Além de um caixa maior que a dívida, os contratos firmados com a Petrobras para o fornecimento de tubos para os gasodutos ganham destaque especial na análise de Lang, somados ao status de boa pagadora de dividendos.
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No que tange à análise técnica, os papéis preferenciais da empresa respeitaram o suporte semanal em R$ 4,10, ao passo que encontram agora resistência na casa de R$ 5,50.
Gafisa
Ao testar a base inferior do canal de baixa, os papéis ordinários (GFSA3) da incorporadora engataram um movimento em W no gráfico diário, ressalta Vereza, que classifica o rompimento dos R$ 18,20 como uma boa oportunidade de entrada, com resistência imediata em R$ 21,65 e possibilidade de estender o movimento até os R$ 24,40.
Entretanto, a perda dos R$ 13,20 coloca pressão de venda nas ações, com próximo suporte em R$ 12,10 e R$ 11,00.
Marcopolo
Sendo a principal recomendação da Uniinvest, as ações preferenciais da Marcopolo (POMO4) misturam bons fundamentos e uma posição gráfica privilegiada. No âmbito da análise fundamentalista, destaque para relação lucro x dólar e os preços das commodities.
Como exporta bens manufaturados, a empresa tende se beneficiar muito com a cotação elevada do dólar e a retração do preço do aço, sua principal matéria-prima. Graficamente, o suporte na casa dos R$ 4,00 pode ser um bom ponto de entrada, enquanto as resistências mais significativas seguem entre R$ 4,96 e R$ 5,80.
Minerva
Para o analista da Doji, o rompimento dos R$ 2,95 por parte dos papéis (BEEF3) deverá confirmar o padrão de fundo no gráfico semanal e abrirá espaço para a ação subir até os R$ 3,90, com probabilidade de alcançar os R$ 6,15. Apesar disso, vale atenção especial para o stop na casa dos R$ 2,00.
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PDG Realty
Após cumprir o objetivo de queda no gráfico semanal, o Doji – candlestick de reversão – no fundo do gráfico semanal pode garantir a manutenção do papel (PDGR3) em R$ 7,60, revela Vereza. Sustentando-se acima deste patamar, o papel encontra resistência na casa dos R$ 11,00, com possibilidade de alcançar os R$ 14,00.
SLC Agrícola
Um bom ponto de entrada, segundo Vereza, encontra-se acima dos R$ 13,80, com potencial de valorização até a área entre R$ 18,30 e R$ 20,00. Antes disso, o papel (SLCE3) pode dar uma corrigida, sendo os R$ 10,50 o ponto que definirá a tendência no curto prazo.
Abaixo desta região, o analista prevê a retomada do movimento de queda, com suporte intermediário em R$ 8,00 e o principal na casa dos R$ 6,00.