Small cap que subiu 130% em 4 dias afunda na Bolsa; 2 elétricas disparam com rumor

Confira a atualização dos principais destaques da Bovespa nesta terça-feira

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11h53: Smiles (SMLE3, R$ 30,86, -6,23%)
As ações da Smiles voltam a desabar na Bolsa, devolvendo todos os ganhos gerados após divulgação de balanço no começo da semana passada, que teve boa leitura do mercado, que teve como destaque crescimento de participação de mercado frente à Multiplus (MPLU3, R$ 34,41, +0,03%). 

11h46: Vale (VALE3, R$ 15,30, -0,91%; VALE5, R$ 12,75, -1,16%)
As ações da Vale são pressionadas em função dos problemas na usina da Samarco, joint venture entre Vale e a anglo-australiana BHP Billiton, em Minas Gerais. Ontem, a mineradora brasileira disse que sua produção nas minas de Fábrica Nova e Timbopeba poderá ser impactada negativamente em 3 milhões de toneladas em 2015 e 9 milhões de toneladas em 2016 devido ao rompimento de duas barragens da mineradora Samarco.

As estimativas, no entanto, ainda são preliminares e poderão ser alteradas à medida que novas alternativas operacionais sejam confirmadas, disse a Vale, em comunicado. A companhia acrescentou que vai interromper a venda de minério de sua mina de Fazendão para a Samarco. 

O analista Pedro Galdi, da consultoria Whtascall, acredita que a Vale terá como readequar a produção suspensa na região, com produção em outras unidades. Ele continua com a visão de que o impacto na companhia não será operacional, mas sim um evento de risco de imagem, salientando que a empresa não se pronunciou de forma modesta por aguardar mais detalhes e avaliações da extensão do acidente. 

Para a BHP, o Credit Suisse acredita que a empresa terá despesas de US$ 400 milhões com o desastre nos próximos 2 anos (assumindo US$ 800 milhões de despesa total). Já um fechamento permanente da Samarco exigiria uma despesa adicional de US$ 1,5 bilhão de cada acionista. 

Hoje, o Ministério Público Federal (MPF/ES) e o Ministério Público do Espírito Santo (MPES) obtiveram decisão liminar que obriga a Samarco Mineração e órgãos de meio ambiente e saneamento a adotarem uma série de ações visando à produção e à conservação das provas necessárias para reparação pelos danos ambientais e danos morais coletivos causados no Estado por conta do rompimento das barragens situadas em Minas Gerais.

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11h23: Gol (GOLL4, R$ 3,56, +0,28%)
Uma perda de R$ 1,6 bilhão pode levar a Gol a registrar o maior prejuízo da sua história, segundo analistas consultados pela Bloomberg. A companhia divulga seu balanço após o fechamento do pregão de amanhã.  

Para o GBM, a Gol deve continuar enfrentando um cenário de demanda fraca, especialmente em viagens corporativas. Segundo dados operacionais, a oferta doméstica da companhia subiu 0,6% no terceiro trimestre, enquanto a demanda subiu 1,8%. 

11h05: Light e Cemig
As ações da Light (LIGT3, R$ 13,06, +2,75%) e Cemig (CMIG4, R$ 7,62, +2,97%) sobem forte nesta sessão em meio a rumor sobre rearranjo societário. Segundo matéria do Valor, a Equatorial (EQTL3, R$ 36,17, +0,72%) pode vir a entrar no bloco de controle da Light. Isso aconteceria pois a Cemig, pelo fato de poder ser exercida em uma opção de venda, terá que comprar ou arrumar um comprador para as ações do FIP Redentor.  

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A Rendentor, que tem como cotistas os bancos Votorantim, BTG Pactual, Santander e Banco do Brasil, entrou no capital da Light em 2011 como um investidor financeiro. Em troca da compra das ações, recebeu a opção de venda dos papéis à Cemig, com remuneração mínima garantida e vencimento em maio do ano que vem. A Equatorial já teria informado o desejo de exercer essa opção, que, para o mercado, deve valer até o dobro da cotação atual – R$ 36,00 por ação, frente os atuais R$ 13,00.  

Por isso, a Cemig precisa encontrar uma saída, que poderia passar pela busca de um novo parceiro, no caso, a Equatorial – holding especializada em comprar o controle e promover a reestruturação de distribuidoras de energia em dificuldades e em regiões de forte perspectiva de crescimento. 

Segundo o Credit Suisse, a Equatorial já fez parte do controle da Light no passado e preenche os pré-requisitos que a Equatorial busca normalmente em um acordo: distribuição, espaço para melhoria operacional e situação financeira delicada. Resta saber, no entanto, se a empresa vai conseguir convencer seus acionistas de que o investimento é válido. 

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10h36: Log-In (LOGN3, R$ 1,44, -12,20%)
As ações da Log-In afundam após disparada dos últimos quatro pregões e operam entre leilões nesta sessão. Somente ontem as ações da companhia subiram 46,4% e no acumulado dos últimos quatro pregões, 130%. 

Na segunda-feira, a empresa disse que não tem conhecimento sobre nenhum fato ocorrido ou relacionados aos seus negócios que possam justificar as oscilações atípicas do número e quantidade negociada de ações da companhia. Procurada pelo InfoMoney, a empresa preferiu não se pronunciar, já que está em período de silêncio dado que seu balanço será divulgado dia 12 de novembro. 

Especulações do mercado giram em torno de uma possível aquisição por investidores estrangeiros. Embora rumores nesse sentido ocorram há bastante tempo, a forte queda das ações nos últimos meses pode ter deixado uma oportunidade de entrada na empresa. No dia 3 de novembro, as ações fecharam na sua mínima histórica. 

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Veja mais: Barata demais? Ação renasce com alta de 150% em 4 dias e não deve virar “caso isolado”

10h30: Magazine Luiza (MGLU3, R$ 11,13, +0,63%)
A empresa de varejo Magazine Luiza viu seu lucro de R$ 42,1 milhões se tornar um prejuízo de R$ 19,1 milhões entre julho e setembro deste ano. A receita líquida da companhia também recuou, passando de R$ 2,39 bilhões para R$ 2,08 bilhões, com o Ebitda encerrando o terceiro trimestre em R$ 110,4 milhões, queda de 37,3% ante os R$ 176,0 milhões de um ano antes. 

Segundo o Bradesco BBI, o resultado corrobora para sua visão cautelosa, com cenário macroeconômico se deteriorando rapidamente e alavancagem, medida pela dívida líquida sobre Ebitda, em patamar desconfortável, atingindo 2,5 vezes.

“A combinação de um desempenho fraco de vendas e as perspectivas macroeconômicas desafiadoras podem levar a empresa a rever seu plano de expansão e poderá até considerar o fechamento de algumas lojas nos próximos trimestres”, disseram os analistas.

10h23: Petrobras (PETR3, R$ 9,30, +0,32%; PETR4, R$ 7,61, -0,39%)
As ações da Petrobras operam voláteis entre poucas perdas e ganhos, acompanhando fraca oscilação dos preços do petróleo no mercado internacional e enquanto reagem aos desdobramentos da greve dos petroleiros.

Ontem, a Petrobras e sindicatos não chegaram a acordo e novas rodadas de reuniões vão acontecer na terça e quarta-feira, afirmou uma fonte da estatal à Reuters, que disse acreditar que um acordo deve ser fechado até o fim desta semana.

A greve, coordenada por entidades sindicais, interrompeu ou reduziu a produção de petróleo em diversas plataformas desde 1º de novembro. A direção da companhia se reuniu na manhã desta segunda-feira com representantes da Federação Única dos Petroleiros (FUP) e, à tarde, com integrantes da Federação Nacional dos Petroleiros (FNP). 

A Petrobras afirmou em comunicado na segunda-feira que o impacto da greve na produção diária de petróleo está em 115 mil barris. A produção diária perdida equivale a pouco mais de 5% da extração média da estatal. A estratégia da companhia tem sido fortalecer os planos de contingência em plataformas de maior produção, “deixando” as menores em segundo plano. “É uma perda expressiva, mas não é nada dramático”, disse a companhia. 

Além disso, a Verde Asset, gerida por Luis Stuhlberger, comprou bonds da Petrobras, segundo informações da Bloomberg.

10h04: BB Seguridade (BBSE3, R$ 27,76, +0,95%)
A BB Seguridade fechou o 3° trimestre com lucro líquido de R$ 1,03 bilhão, alta de 25% sobre um ano antes. O lucro líquido ajustado atingiu R$ 987,7 milhões, com crescimento de 20,1%. A previsão média de cinco analistas consultados pela Reuters era de lucro líquido de R$ 977 milhões.

10h02: Direcional (DIRR3, R$ 3,67, -3,67%)
As ações da Direcional caem após balanço do 3° trimestre. A companhia registrou lucro líquido de R$ 28,804 milhões no período, que representa queda de 44,9% sobre igual intervalo de 2014. 

Segundo o Bradesco BBI, o resultado veio “amplamente em linha”. A queima de caixa, embora esperada, é destaque negativo já que atrasos adicionais estão afetando o capital de giro da companhia, comentaram os analistas.