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Small cap dispara 36% sem motivo; Ser e Anima saltam 8% com Fies

Confira a atualização dos principais destaques da Bovespa nesta quarta-feira

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12h03: Educacionais
As ações do setor de educação sobem em meio à notícia de que a presidente Dilma Rousseff estuda a possibilidade de abrir novos contratos do Fies este ano. A intenção foi manifestada à presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), Vic Barros, durante encontro com Dilma ontem à noite no Palácio do Planalto. Segundo Vic, a presidente afirmou que “o governo está estudando a possibilidade de abrir novos contratos” no segundo semestre de 2015. Hoje, sobem forte as ações da Kroton (KROT3, R$ 12,29, +3,98%), Estácio (ESTC3, R$ 18,41, +4,07%), Ser Educacional (SEER3, R$ 15,47, +7,80%) e Anima (ANIM3, R$ 22,82, +8,46%). 

Ainda no radar da Kroton, a companhia informou ontem que espera avanço de 37% da receita líquida e de 19% no lucro líquido em 2015, mesmo sem novos contratos do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) no segundo semestre. A projeção de receita líquida da Kroton para este ano é de R$ 5,2 bilhões. A Kroton considerou nenhum contrato novo de Fies para o segundo semestre.  Para o lucro líquido, a estimativa é de que aumento 19% sobre 2014, a R$ 1,44 bilhão, com margem líquida de 27,6%. 

12h00: Indústrias Romi (ROMI3, R$ 2,86, +20,17%)
As ações small caps da Indústrias Romi abriram em disparada nesta sessão, com forte volume financeiro. Os papéis chegaram a subir 36,13% na máxima do dia, a R$ 3,24. O giro financeiro já atinge R$ 789,6 mi em menos de uma hora de pregão, contra média diária de R$ 97 mil dos últimos 21 pregões. No radar, no entanto, não aparece nenhuma notícia sobre a empresa. Procurada pelo InfoMoney, a assessoria de imprensa da empresa não foi encontrada. 

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Segundo o analista Mário Bernardes Júnior, do BB Investimentos, não há nenhum motivo no fundamento que justifique esse movimento. A disparada é uma surpresa até para a própria diretoria, que afirmou não ter nenhum fato relevante que possa servir como pano de fundo para essa alta. A única coisa que deu para identificar é que esse movimento anormal é oriundo de corretoras de varejo, comentou. Conforme dados do Profit Chart, quem lidera as compras do papel hoje é o Itaú, XP Investimentos, Votorantim e Gradual. 

11h27: Equatorial (EQTL3, R$ 33,50, +1,06%)
Acontecerá hoje na Bovespa leilão de ações da Equatorial para venda de 7,8 milhões de ações, equivalentes a 3,93% das ações ordinárias da empresa. O valor será de R$ 32,00 por ação, podendo totalizar um montante de cerca de R$ 250 milhões. O leilão ocorrerá hoje às 14h30 (horário de Brasília). A operação será intermediada pelo BTG Pactual. A corretora informou que desconhece qualquer informação relevante sobre a empresa que não seja de domínio público e que o acionista não é controlador, integrante do bloco de controle ou membro do conselho da companhia.     

11h21: Embraer (EMBR3, R$ 23,53, -1,17%)
A Embraer assinou ontem pedido firme com a Tianjin Airlines, subsidiária do Grupo HNA, para 22 aeronaves E-Jets estimado em US$ 1,1 bilhão. Serão 20 E-195 e 2 E-190-E2. Além disso, a fabricante de aeronaves anunciou a venda de um jato executivo de médio porte Legacy 500 à Middle EastAirlines – Airliban (MEA), empresa aérea nacional do Líbano, e de um avião executivo de maior porte Legacy 650 para a alemã Air Hamburg. 

Após as notícias, o BTG Pactual revisou seu modelo da empresa para incorporar ainda o resultado do primeiro trimestre e cenário mais conservador de receita líquida para os próximos três anos (5% menor do que o anterior), o que levou a redução de 10% do preço-alvo para as ações, para R$ 40,00, mas com recomendação mantida em compra.

11h17: Even (EVEN3, R$ 4,16, -0,48%)
A Even anunciou uma reestruturação corporativa com a manutenção de Carlos Tererepins como CEO (Chief Executive Officer) e a criação de duas vice presidencias de finanças e operações. A de finanças vai para Dany Muzkat, atual CFO, e a outra para João Eduardo Silva, atual COO. Segundo o Credit Suisse, a notícia é neutra para as ações da empresa.   

11h07: Telefônica Brasil (VIVT4, R$ 46,14, -2,04%)
As ações da Telefônica Brasil aparecem entre as maiores quedas do Ibovespa. Ontem, o Estadão mencionou a possibilidade de aumento do Fistel (Fundo de Fiscalização das Telecomunicações) para as empresas de telecomunicação. Os valores pagos hoje (R$ 26 na instalação e R$ 13 anualmente) foram definidos em 1997 e, com isso, o artigo diz que o governo considera recuperar parte da inflação do período. Essa medida, no entanto, ainda tem resistência dentro do governo, inclusive do ministro das Comunicações, pois vai contra o programa “Banda Larga para Todos”.

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Caso aconteça, o Credit Suisse acredita que as empresas repassariam para os consumidores, o que reduziria o tamanho do mercado potencial, reduzindo o crescimento de assinantes de pré-pago. Na bolsa, no entanto, somente as ações da Telefônica Brasil caem no setor. Oi (OIBR4, R$ 6,16, +0,49%) e TIM (TIMP3, R$ 8,99, +1,47%) operam em leves altas.   

10h28: Eletropaulo (ELPL4, R$ 15,70, +3,63%)
A Eletropaulo volta a disparar após o JPMorgan revisar suas expectativas para companhia. O banco elevou a recomendação das ações da companhia de underweight (exposição abaixo da média) para overweight (exposição acima da média), equivalente a compra, citando renovação de concessões. O preço-alvo passou de R$ 5 para R$ 20.  

10h20: Petrobras (PETR3, R$ 13,55, -1,45%; PETR4, R$ 12,72, -1,47%)
As ações da estatal caem pelo terceiro pregão desde a divulgação do balanço do primeiro trimestre, que, embora tenha vindo acima das expectativas, deixa preocupações sobre o futuro da empresa, principalmente em função do elevado endividamento.

Hoje, a companhia informou que o contrato da Cessão Onerosa, assinado entre a empresa e a União em 2010, por meio do qual a companhia adquiriu o direito de produzir até 5 bilhões de barris em áreas do pré-sal, prevê revisão de valores ao final da fase exploratória, mas ainda não há data para que isso aconteça. 

10h15: Bancos
Os papéis dos bancos seguem queda dos últimos dias diante da possibilidade de aumento da CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido) para as instituições financeiras de 15% para 17%, conforme noticiado na segunda-feira. Nesta sessão, os papéis de todos os grandes bancos listados na Bovespa caíram: Itaú Unibanco (ITUB4, R$ 36,57, -1,59%), Banco do Brasil (BBAS3, R$ 24,80, -1,86%) e Bradesco (BBDC3, R$ 28,90, -1,43%; BBDC4, R$ 30,57, -1,48%).   

Ontem, o BTG Pactual comentou que segue cauteloso com o setor depois que o Banco Central publicou pesquisa com condições de crédito, mostrando que o primeiro trimestre foi mais fraco do que o esperado e com leitura de que o segundo trimestre pode mostrar deterioração. “Com o cenário desafiador, esperamos que crescimento de crédito desacelere (possivelmente para menos de 10% ao final do ano), uma vez que principais bancos privados tem reduzido expectativas de PIB para o ano (de forma que não devem ter apetite para acelerar crescimento) e bancos públicos estão desacelerando”, comentaram os analistas.

10h12: Frigoríficos
As ações dos frigoríficos voltam a subir hoje com a notícia de que a China liberou a exportação de carne bovina brasileira. Ontem, a Marfrig informou que tem duas plantas de abate de bovinos entre as oito que foram habilitadas a exportar para a China. O presidente do Conselho de Administração da companhia de alimentos, Marcos Molina, classificou a abertura do mercado chinês como muito positiva.

Na bolsa, sobem todas as ações do setor: Marfrig (MRFG3, R$ 4,34, +4,08%), JBS (JBSS3, R$ 17,15, +1,60%) e Minerva (BEEF3, R$ 10,31, +3,10%). 

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Além disso, ontem, a agência de rating Standard & Poor’s elevou o rating da JBS para “BB+”, faltando uma nota para o “investment grade”. Mais importante, a agência deixou o rating com perspectiva positiva, o que quer dizer que pode dar uma nova elevação em 12 a 18 meses. “Certamente a notícia é positiva e reforça a visão para com a companhia”, comentaram os analistas do BTG Pactual. Eles também comentaram visão positiva para a Minerva, depois que a China liberou o embargo às exportações brasileiras e o resultado do primeiro trimestre. Na véspera, o banco elevou o preço-alvo dos papéis de R$ 11,00 para R$ 12,00.