Destaques da Bolsa

Small cap dispara 20% com rumor de venda de ativos; Usiminas sobe 7% com “call de Tegma”

Confira os principais destaques de ações da Bovespa nesta quinta-feira

11h04: Papel e Celulose
O Bank of America Merrill Lynch cortou hoje a recomendação das ações da Fibria (FIBR3, R$ 20,08, -0,89%) de compra para neutra, estimando LPA (Lucro Por Ação) mais baixo para os papéis do setor de papel e celulose no Brasil, com a moeda mais forte e preços mais baixos da commodity. Os economistas do banco estimam agora que o dólar contra o real encerre este ano a R$ 3,40, contra R$ 3,60 anteriormente. Os analistas, no entanto, reiteraram recomendação de compra nas ações da Klabin (KLBN11, R$ 16,27, +0,93%) e Suzano (SUZB5, R$ 10,96, +1,01%). No ano, as ações dessas três empresas acumulam perdas de 60%, 29% e 40%, respectivamente, na Bolsa. 

10h53: Usiminas (USIM5, R$ 2,65, +6,83%)
As ações da Usiminas lideram os ganhos do Ibovespa nesta sessão, em dia de alta do mercado interno e com notícia positiva para a empresa. Segundo o BTG Pactual, o “call mais positivo para as ações da Tegma” (TGMA3, R$ 8,30, +2,09%) é notícia positiva para o setor de aços planos, no qual a Usiminas atua. A siderúrgica é a mais exposta ao setor que está inserida a Tegma, com 30% a 35% dos volumes vindos do setor automotivo, explicam os analistas do banco, em relatório divulgado a clientes nesta manhã. 

As demais ações do setor siderúrgico também subiam hoje, com Gerdau (GGBR4, R$ 7,00. +2,49%), Metalúrgica Gerdau (GOAU4, R$ 2,57, +4,90%) e CSN (CSNA3, R$ 10,74, +4,59%). 

Nesta quinta-feira, o BTG elevou a recomendação das ações da Tegma para compra, após a empresa ter concluído os esforços que se iniciaram no ano passado, com o objetivo de melhorar a rentabilidade em um cenário macro bastante desafiador. O plano incluiu corte de custos (relacionado a gastos com mão de obra e otimização de pátios e depósitos) e encerramento de contratos pouco rentáveis. Segundo os analistas, esses dois esforços resultaram em uma economia anual de aproximadamente R$ 70 milhões.

Mesmo com a performance recente das ações da Tegma (+50% no último mês), eles acreditam que há espaço para o papel andar mais, uma vez que ele está negociando bem abaixo dos níveis normalizados. Do lado da demanda, eles estimam que pode estar se aproximando ao fundo, muito perto de um momento de inflexão. Junto com a elevação da recomendação dos papéis, eles elevaram o preço-alvo da ação para R$12, contra R$5 anteriormente. 

10h21: JHSF (JHSF3, R$ 1,84, +21,05%)
As ações da JHSF dispararam até 23,68% nesta manhã, indo a R$ 1,88, após o fundo de investimento norte-americano Blackstone iniciou conversas com a brasileira JHSF Participações (JHSF3) para compra de uma fatia de 50% do portfólio de shopping centers da companhia, composto por cinco empreendimentos: Cidade Jardim, Tucuruvi e Catarina Outlet Fashion, em São Paulo; Ponta Negra, em Manaus; e Bela Vista, em Salvador. O portfólio é avaliado em mais de R$ 2 bilhões, conforme apurou o Broadcast, serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado, com fonte próxima das negociações. Procurados, Blackstone e JHSF não comentaram.

As conversas sobre a potencial aquisição estão sendo conduzidas pelo Bradesco BBI, contratado pela JHSF para sondar o interesse de investidores. A iniciativa é parte de uma estratégia da companhia para reduzir endividamento. A JHSF encerrou o primeiro trimestre com R$ 141 milhões em caixa e uma dívida líquida de R$ 1,2 bilhão, dos quais R$ 452 milhões com vencimento neste ano e R$ 322 milhões no ano que vem. O formato da entrada do Blackstone está em estudo. Entre as opções estaria a aquisição de metade da participação em cada shopping, individualmente, ou até mesmo a realização de uma cisão (“spin off”) de toda a carteira, que se desdobraria em uma nova holding.

Por outro lado, existe a possibilidade de o negócio ser postergado ou suspenso se a JHSF conseguir efetuar a venda pontual de algum ativo relevante e aliviar a sua dívida, avaliam interlocutores próximos ao assunto. O Shopping Tucuruvi – voltado para consumidores da classe C – já despertou, por exemplo, interesse da concorrente BRMalls (BRML3) e de ao menos um fundo de private equity. Na primeira rodada de negociações, o valor pedido pela JHSF para este ativo ficou perto de R$ 500 milhões, segundo fontes.

10h16: Mills (MILS3, R$ 6,00, +4,35%)
As ações da Mills caminham para o maior patamar intradiário na Bolsa desde outubro de 2015, após a companhia ter informado o Fundo de Investimento em Participações Axxon Brazil Private Equity Fund II se tornou titular de 12.294.063 ações de emissão da companhia, representativas de aproximadamente 7,001% do capital social da empresa. Ontem, embora as ações tenham fechado em leve queda 0,86%, o volume financeiro chamou atenção, atingindo R$ 35,4 milhões, contra média diária de R$ 4,9 milhões dos últimos 21 pregões.  

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Com isso, a Axxon passou a ter os direitos políticos previstos no acordo de acionistas celebrado em 7 de abril de 2016. Nos termos, a Axxon deixará de ter os referidos direitos políticos caso, após o período de 180 dias contados a partir de hoje caso não se torne titular de ações que representem 13% do capital social da companhia; ou a participação da Axxon no bloco formado pelo Acordo de Acionistas seja inferior a 26% do referido bloco.

Para atingir os 13% necessários para manter os direitos políticos, a Axxon teria que comprar cerca de 10,6 milhões de ações, o que ao preço atual de mercado (R$ 5,75) representaria um montante de R$ 60,7 milhões. Isso equivale ao volume de 15 pregões inteiros de negociação da Mills na Bovespa, levando em conta o giro financeiro médio que os papéis da empresa atingem por dia. Contudo, vale ressaltar que o fundo tem 180 dias para comprar essa quantidade de ações, o que representa em torno de 120 dias úteis.

10h07: Petrobras (PETR3, R$ 13,73, +0,51%; PETR4, R$ 11,87, +0,42%)
As ações PNs da Petrobras têm seu 6º pregão seguido de ganhos, descolando dos preços do petróleo no mercado internacional. Lá fora, o contrato do petróleo Brent registrava queda de 0,45%, a US$ 46,96 o barril, enquanto o WTI caía 0,52%, a US$ 45,51 o barril. 

No radar da empresa, segundo O Globo, a sinalização da Petrobras de que está disposta a oferecer o controle da BR Distribuidora para um sócio privado aumentou o apetite do mercado pela empresa. Na reunião do Conselho de Administração da Petrobras, amanhã, vai ser discutido qual o melhor modelo a adotar para a venda de parte das ações da BR. Além da venda do controle está também a opção de divisão da distribuidora por áreas de negócios, para futuras vendas de participações.

10h06: Vale (VALE3, R$ 17,09, +3,51%; VALE5, R$ 13,95, +2,35%)
Após dois dias de quedas, as ações da Vale e Bradespar (BRAP4, R$ 10,10, +1,71%) – holding que detém participação na mineradora – sobem forte hoje, entre produção acima do esperado e alta do minério de ferro. Hoje, a commoditiy cotada no Porto de Qingdao, na China, subiu 2,5%, indo a US$ 57,20 a tonelada.

Nesta manhã, a Vale divulgou seu relatório de produção trimestral. A companhia produziu 86,8 milhões de toneladas no segundo trimestre de 2016, superando em 800 mil toneladas as estimativas do mercado para o período. O volume registrado representa uma redução de 2,8% da produção na comparação anual. A produção de pelotas registrada pela Vale também apresentou retração no mesmo comparativo, ao somar 10 milhões de toneladas, 18% a menos ante o segundo trimestre de 2015.

Destaque também para Carajás, que alcançou recorde de produção para um segundo trimestre, de 36,5 milhões de toneladas, o que corresponde a um aumento de 15,5% na comparação anual. A mineradora também informou que sua controlada — em conjunto com a anglo-australiana BHP-Billiton — Samarco planeja retomar operações em 2017, embora o momento ainda seja incerto.

Ainda no noticiário da companhia, segundo o jornal Folha de S. Paulo, o governo suspeita de vazamentos em barragem de Mariana (MG) e pede nova inspeção. Diz a publicação que Ibama e DNPM não se entendem sobre as chances de o episódio trágico do ano passado se repetir. Para o primeiro, há risco de desastre em caso de chuvas torrenciais, enquanto o segundo órgão acredita no contrário. Ainda conta o jornal que parte do governo ainda suspeita que haja vazamento na barragem da Samarco, empresa controlada pelas mineradoras Vale (VALE3VALE5) e BHP-Billiton.

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10h05: Oi (OIBR3, R$ 3,08, +1,65%; OIBR4, R$ 2,44, +2,52%)
 A Oi deve receber em breve uma proposta oficial para compra do controle, de acordo com o Estadão. Um grupo de investidores – formado por João Cox (ex-presidente da Claro); Mario Cesar de Araújo (ex-presidente da TIM); Renato Carvalho, da empresa de reestruturação de empresas Íntegra; e o banco de investimento americano ACGM – pretende fazer uma proposta oficial para a compra do controle da operadora Oi nas próximas semanas, informa o jornal.  

No noticiário da companhia, a operadora informou que Pedro Guterres renunciou ao cargo de membro suplente de seu conselho de administração. Guterres fazia parte do grupo de indicações da acionista Pharol, que detém 22,2% do capital da companhia.

Outra notícia envolvendo a companhia é que o juiz Fernando Vianna, da 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, concedeu durante a tarde uma liminar à Oi que determina a devolução à operadora, num prazo de 24 horas, de R$ 20,83 milhões retidos pelo Banco do Nordeste com a finalidade de quitar parte de um empréstimo. O magistrado determinou também a restituição de R$ 46,87 milhões em CDBs da titularidade da Oi Móvel, que haviam sido resgatados pelo banco.

Vale destacar ainda que o Conselho da Oi vai apreciar pedido de AGE por Societé Mondiale. O Conselho se reunirá em 22 de julho, às 16 horas, “para apreciar o requerimento de convocação de Assembleia Geral Extraordinária apresentado pelo acionista Societé Mondiale Fundo de Investimento em Ações”, segundo comunicado. Em 15 de julho, a Société Mondiale concedeu prazo adicional até 22 de julho para AGE; antes, a Société Mondiale pediu AGE para destituir conselheiros em até 8 dias.

A companhia ainda registrou, nos meses de abril e maio, um prejuízo acumulado de R$ 1,24 bilhão, segundo cálculos do jornal Valor Econômico a partir do balanço patrimonial apresentado pela companhia à Justiça. As informações contradizem a fala do diretor-presidente da companhia, Marco Shroeder, que disse à publicação que a parte operacional continuava operando de maneira saudável.