Elétricas

SLW vê recuperação de elétricas e dá ênfase no setor em carteira moderada

Corretora acredita que papéis devem se recuperar das recentes quedas registradas após intervenções do governo no setor

SÃO PAULO – A SLW vê recuperação nas ações de energia elétrica, e deu ênfase no setor na composição de sua carteira moderada para este mês. Entre as companhias de energia do portfólio, estão: Cemig (CMIG4), AES Tietê (GETI4), Coelce (COCE5), Tractabel (TBLE3) e CPFL (CPFE3), que representam peso de 50% na carteira.

O restante do portfólio está mais diversificado entre outros setores, como ações do Itaú Unibanco (ITUB4), Telefônica Brasil (VIVT4), Eternit (ETER3) e Cielo (CIEL3).

Veja as análises para os papéis:

Cemig: A estratégia da companhia de crescimento baseado em aquisições de ativos estratégicos e de qualidade deve amenizar o impacto de eventuais perdas com as medidas lançadas pelo governo federal. Segundo a SLW, a empresa também receberá recursos que o governo do estado de Minas Gerais devia a ela, e isto abrirá a oportunidade de uma nova rodada de aquisições de empresas no setor.

AES Tietê: A SLW ressalta que a empresa é uma das mais defensivas do setor, por não ser exposta a risco com variação de moedas. Os analistas salientam que a companhia tem apresentado boa remuneração trimestral por meio de dividendos e tem menos riscos de apresentar surpresas negativas em seus resultados.

Coelce: Para a corretora, a companhia tem mostrado boa administração dos custos e despesas operacionais e financeiras e sinaliza a continuidade da prática de pagar dividendos ao redor de 95% do lucro líquido. A equipe frisa que a empresa não tende a ser penalizada pelas novas medidas setoriais do governo.

CPFL: Na visão da SLW, a empresa continua sinalizando uma estratégia de crescimento consistente e boa política de distribuição de dividendos, que prevê em estatuto uma distribuição mínima obrigatória de 50% do lucro líquido, ajustado em bases semestrais.

Tractabel: Entre os fatores que motivam o otimismo dos analistas com as ações, estão a melhora na governança corporativa e a manutenção de sua estratégia de comercialização, que deverá continuar gerando bons resultados e agregando valores à empresa.

Telefônica Brasil: A companhia deve continuar a obter ganhos de sinergia com a incorporação da Vivo. Segundo a corretora, o cenário da empresa para este ano é de recuperação da atividade, já que a economia indica continuar promissora com um potencial de importante crescimento, fazendo com que a Telefônica Brasil mantenha seus investimentos e seu compromisso de ampliar a qualidade dos serviços. A SLW adiciona que a empresa não tem custos e despesas impactados pela valorização do dólar e é esperada a manutenção da distribuição de bons dividendos.

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Eternit: As perspectivas dos analistas com a corretora são positivas e eles avaliam que, em alguns anos, a companhia deverá contar com uma participação na receita total de até 50% proveniente dos novos negócios. “Vale destacar que colocamos as ações em destaque por conta do seu perfil de boa pagadora de dividendos, com aproximadamente 8% de Dividend Yield, em contrapartida ao mau momento para as elétricas”, ressaltam.

Cielo: O cenário para cartões apresenta grande potencial de crescimento, considerando as premissas atuais de renda elevada e nível de pleno emprego no País. “Como em outros países mais avançados, quanto mais cresce a economia, menos se utiliza cheque e dinheiro vivo para as necessidades da população no dia a dia”, enfatizou a corretora.

Itaú Unibanco: O forte panorama para a empresa se deve à melhora no panorama macroeconômico do País. A corretora adiciona que a recente briga com o governo contra spreads bancários fizeram com que os preços das ações ficarem em forte baixa, o que eles julgam como incondizente com um cenário de médio e longo prazo.