Situação na Argentina deteriora-se e risco país bate recorde

O nervosismo volta a imperar na Argentina, refletido no novo recorde registrado pelo indicador de risco país e pela queda de quase 6% no Merval, o principal índice da Bolsa de Buenos Aires. As escassas informações quanto ao andamento das negociações entre o Governo argentino e os representantes do FMI, além do crescente nervosismo do […]

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O nervosismo volta a imperar na Argentina, refletido no novo recorde registrado pelo indicador de risco país e pela queda de quase 6% no Merval, o principal índice da Bolsa de Buenos Aires. As escassas informações quanto ao andamento das negociações entre o Governo argentino e os representantes do FMI, além do crescente nervosismo do mercado em relação ao sucesso da proposta de reestruturação de dívida do ministro Cavallo influenciam negativamente o mercado.

Preço dos títulos desaba e risco país bate recorde

O índice de risco país, que mede o spread médio dos papéis da dívida externa argentina em relação aos títulos do tesouro norte-americano, atinge agora 3.223 pontos, uma alta de 271 pontos em relação ao fechamento de ontem. Dentre os títulos externos argentinos de maior liquidez, registram maior desvalorização o Global 2018, que perde 13,5%, cotado a 26 centavos de dólar, e o Global 2031, que está sendo cotado a 25,5 centavos de dólar, uma queda de 12,1%. Também as taxas de juros locais disparam, com o interbancário superando os 200%.

Merval opera em queda de 5,83%

O índice Merval opera em queda de 5,83% e rompe o patamar de 200 pontos, sendo cotado as 16h08 de hoje a 199,61 pontos. Com esta desvalorização, o principal índice da bolsa de Buenos Aires acumula queda de 52,4% desde o início deste ano.


Ofertas de troca da dívida interna já chegam a US$ 35,5 bilhões

Segundo informações divulgadas pelo governo argentino, o total de ofertas recebidas para a troca de dívida chega a US$ 35,5 bilhões, cerca de 56% dos bônus que podem ser trocados. Deste montante, o maior valor diz respeito aos fundos de pensão, as AFJP, que entrariam com US$ 17,7 bilhões, seguido pelos bancos (US$ 12,5 bilhões) e as seguradoras (US$ 3 bilhões). Por outro lado, o prazo para a troca das dívidas provinciais foi estendido para 7 de dezembro.

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