Situação atual do Peru lembra economia brasileira de anos atrás, diz Barclays

Banco reitera visão positiva para o setor bancário no país, apostando em bom momento para o crédito e penetração de novos bancos

Paula Barra

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SÃO PAULO –  Com perspectiva para longo termo, o Barclays acredita em um momento favorável para a penetração de novas instituições financeiras e crédito no Peru. Para o banco, o país vive uma situação similiar da brasileira há alguns anos, assumindo as mesmas condições que permitiram a mobilidade social no mercado doméstico.

O Barclays acredita que uma postura prudente seja mais coerente com o atual cenário de risco, antecipando que as ações das instituições financeiras não são necessariamente baratas, mas certamente atrativas, garantem os analistas Fabio Zagatti e Roberto Attuch. 

Com base na perspectiva de que no Brasil as iniciativas políticas e governamentais durante o período de 2003 a 2010 levaram a mobilidade social, com foco na distribuição de renda e emprego, o Banco projeta similares mudanças estruturais no Peru. “Em certa medida, condições semelhantes podem beneficiar o país na próxima decada, desde que o governo do Peru tenha interesse na emergente classe média”, que na visão do banco podem levar a uma maior demanda por serviços bancários de crédito.

O banco reitera visão positiva para o setor, projetando uma política de afrouxamento monetário no país para 2012, frente a antiga previsão da Barclays para um aperto. Entretanto, os analistas não esperam grandes implicações nos ganhos dos bancos. 

Por fim, o Barclays reduziu o preço-alvo do banco peruense Intergroup Financial Services, com base no desempenho underperform (abaixo das expectativas do mercado) no último trimestre. O novo target para os papéis da instituição financeira é de US$ 34,00. Contudo, foi mantida a visão positiva para a companhia.