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SÃO PAULO – Os proprietários dos postos de combustíveis estão tentando recuperar sua imagem junto aos consumidores. Isto porque o governo acusa os postos de não repassarem a queda dos combustíveis aos consumidores, ao passo que os proprietários rebatem dizendo que o motivo pela alta dos preços é a pesada carga tributária incidente sobre esses produtos.
Moral em baixa
Mas no contexto geral, segundo o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado de São Paulo (Sincopetro), a moral dos donos de postos é que ficou abalada na briga com o governo. De acordo com o presidente do Sincopetro, José Alberto Paiva Gouveia, o preço elevado do combustível afasta os consumidores dos postos.
Por este motivo o Sindicato decidiu lançar uma campanha de orientação ao consumidor no que se refere aos impostos que encarecem o preço do combustível. Segundo Gouveia, somando o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) , a Cide (Contribuição por Intervenção de Domínio Econômico) e a CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira), os impostos correspondem a 57,13% do preço do litro do combustível.
Ainda de acordo com o presidente do Sindicato, para os donos dos postos de combustíveis o ideal é que o produto fique mais barato para que se venda mais. A margem de lucro para os postos de São Paulo, por exemplo, é de R$ 0,21 por litro de gasolina. Desta forma, se o combustível fica muito caro então há redução da demanda e todos acabam perdendo com isto, o que significa que para eles a quantidade vendida é mais importante que o preço, segundo Gouveia.
Objetivo da campanha
Com relação à campanha a ser lançada pelo Sindicato na próxima semana, os funcionários dos postos deverão distribuir aos consumidores folhetos explicativos mostrando graficamente o total de imposto que é cobrado sobre a gasolina. O mesmo alerta será fixado nas bombas em forma de selo.
Nos alertas será feita a seguinte pergunta ao leitor: “você sabia que, do preço que você paga de gasolina, 57,13% são impostos”? Com uma estratégia melhor estruturada o setor acredita no sucesso da campanha, uma vez que no Estado de São Paulo existem nada menos do que 8,5 mil postos de combustíveis. A campanha poderá durar por tempo indeterminado ou até que alguém se manifeste contrário.