Sinal de retomada na demanda dos EUA anima mercados e petróleo sobe

Declarações da Opep e relatório da EIA sobre maior demanda nas últimas quatro semanas embasaram alta dos contratos

Publicidade

SÃO PAULO – Os contratos futuros de petróleo fecharam com forte alta nesta quarta-feira (26), embalados pela perspectiva de recuperação na demanda do maior consumidor de óleo bruto do mundo, os Estados Unidos. 

O contrato de petróleo mais líquido em Nova York, com vencimento em julho, encerrou o dia com alta de 3,04%, encerrando a sessão a US$ 71,51. Já em Londres, a cotação do barril do petróleo Brent terminou o dia a US$ 71,24, com avanço de 1,77%.

Demanda em alta
Um relatório da EIA (Energy Information Administration) divulgado durante o dia apontou que, nas últimas quatro semanas, a procura por produtos derivados de petróleo nos EUA cresceu, aproximadamente, 7% em relação ao mesmo período de 2009, injetando otimismo nos mercados com a perspectiva de retomada no consumo do país. 

Contudo, apesar do avanço na demanda, os estoques norte-americanos de petróleo avançaram na passagem semanal, atingindo o patamar de 365,1 milhões de barris, “acima do teto da média desta época do ano”, conforme o anúncio da AIE (Agênca Internacional de Energia) nesta quarta-feira. 

Entre as semanas terminadas em 14 e 21 de maio, o nível dos estoques de óleo bruto nos EUA avançou em 2,4 milhões de barris, bem acima da alta de 250 mil barris esperada por analistas, conforme levantamento da agência Bloomberg.

Indicadores
O Departamento de Comércio dos EUA 
revelou que o número de pedidos e entregas de bens duráveis feitos à indústria norte-americana veio acima do esperado pelo mercado durante o mês de abril. 

Continua depois da publicidade

O indicador Durable Good Orders avançou 2,9% no referido mês, número melhor do que o previsto por analistas, de alta de 1,5%. Os dados de março foram revisados, passando de queda de 1,2% para variação nula.

Opep
Os preços também foram estimulados pelas declarações do ministro de petróleo do Kuwait, Sheikh Ahmad al-Abdullah al Sabah, nesta quarta-feira. Ele assegurou que, caso as cotações retrocederem para abaixo dos US$ 65 por barril, a Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) irá se pronunciar.

No mesmo sentido, Shokri Ghanem, o presidente da companhia nacional de petróleo da Líbia, revelou que os membros do cartel tem comentado entre si, de maneira informal, sobre a queda nos preços da commodity, pedindo uma maior atenção aos limites estabelecidos pelo grupo.