Simpar (SIMH3) amplia geração de caixa, mas lucro recua 77% no 1º tri, para R$ 77 milhões

Empresa registrou Ebitda recorde de R$ 2 bilhões, com alta anual de 30%, e receita bruta de R$ 8,2 bilhões

Rikardy Tooge

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A Simpar (SIMH3), controladora da Movida (MOVI3), JSL (JSLG3), Vamos (VAMO3), entre outras empresas, registrou lucro líquido de R$ 77 milhões no primeiro trimestre de 2023 (1T23), com queda de 77% sobre igual período do ano passado.

Por sua vez, apontou crescimento de 30% no lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, em inglês), para R$ 2 bilhões, um recorde para a empresa. A receita bruta avançou 63%, chegando a R$ 8,2 bilhões.

“Nosso resultado operacional tem mostrado a resiliência dos nossos negócios, mas o lucro sofreu neste trimestre. É um momento de alta carga de juros, que aumenta nosso custo de capital, como também uma normalização das margens, especialmente no mercado de veículos seminovos”, avalia o CFO da Simpar, Denys Ferrez.

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O executivo ressalta ainda que a holding foi capaz de estabilizar o retorno do investimento, a despeito de um cenário mais restritivo. O retorno sobre o capital investido (ROIC, em inglês) encerrou o trimestre em 22,5%, número que acabou “esticado” por eventos tributários não recorrentes. Normalizando o indicador, ele ficou em 13,7%, ante 14% do 1T22.

Ferrez lembra ainda que algumas empresas da Simpar, como a Movida, anteciparam investimentos no fim de 2022, o que trouxe reflexo direto nos indicadores de alavancagem e capex líquido.

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Enquanto os investimentos líquidos recuaram 88% em um ano, a alavancagem chegou a 3,7 vezes a dívida líquida pelo Ebitda – um avanço de 0,4 vez. O CFO afirma que o índice segue em “nível confortável” em relação aos covenants (obrigações atreladas a indicadores financeiros que a empresa assume com o credor) da holding. A média das empresas do grupo é de 3,1 vezes.

“Nós entendemos que a melhor forma de ver nossa alavancagem é no fim do ano. Mas, normalizando pelos investimentos antecipados e, considerando o retorno deles que ainda não foram contabilizados, estimamos nossa alavancagem em 3,4 vezes, abaixo do que encerramos 2022 [3,5 vezes]”, pondera Denys Ferrez.

Por fim, o CFO destaca que a Simpar encerra o trimestre com R$ 15 bilhões em caixa e equivalentes, tendo antecipado cerca de R$ 2 bilhões em dívidas locais e no exterior. “Estamos mantendo um perfil de dívida alongado”, reforça Ferrez.

Rikardy Tooge

Repórter de Negócios do InfoMoney, já passou por g1, Valor Econômico e Exame. Jornalista com pós-graduação em Ciência Política (FESPSP) e extensão em Economia (FAAP). Para sugestões e dicas: rikardy.tooge@infomoney.com.br