Simpar lança FAQ sobre aumentos de capital

Analistas do BTG Pactual afirmaram na ocasião que a operação ⁠é um passo significativo para ​a redução da alavancagem ​da Simpar

Reuters

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Simpar (Divulgação)
Simpar (Divulgação)

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SÃO PAULO, 8 Abr (Reuters) – A holding Simpar (SIMH3) ⁠publicou nesta quarta-feira uma apresentação didática sobre os aumentos ⁠de capital anunciados pela empresa e subsidiárias no início de março que ‌terão o braço de participações do BNDES como investidor âncora.

A apresentação em forma de um FAQ (sigla em inglês para Perguntas Mais Frequentes) de sete páginas segue-se ‌à prorrogação na semana passada do exercício de direito de preferência previstos nas operações em que o grupo tenta levantar até R$ 3,4 bilhões junto aos investidores.

No documento, a Simpar, holding das empresas Vamos, Movida e JSL, responde 12 perguntas sobre as operações de aumento de capital, incluindo se o investidor será diluído.

‘Os acionistas que exercerem ⁠integralmente ‌seu direito de preferência NÃO serão diluídos’, afirma a companhia no documento, citando ⁠que respeita os acionistas ao garantir as mesmas condições a eles que as oferecidas ao BNDESPar, à controladora JSP e investidores institucionais.

Porém, na pergunta seguinte, sobre se o acionista não participar do aumento de capital, a companhia afirma que o investidor será diluído entre 23% e 29% no caso da ​Simpar, entre 11% e 16% no caso da Movida e entre 9% e 13% na Vamos.

Questionada sobre o motivo da publicação, a Simpar disse à ​Reuters que elaborou as perguntas e respostas ‘para facilitar o entendimento’ e afirmou que não tem nenhum tipo de pressão no mercado. A companhia também declarou que a Simpar e a Movida já têm o volume necessário para suas respectivas homologações.

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No dia seguinte ao anúncio das operações de aumento de capital, as ações ‌da Simpar e das controladas registraram fortes perdas. Desde ​o fechamento do dia do anúncio, em 5 de março, o valor da ação da holding ficou praticamente estável, encerrando nesta quarta-feira a R$11,52.

Analistas do BTG Pactual afirmaram na ocasião que a operação ⁠é um passo significativo para ​a redução da alavancagem ​da Simpar, que não apenas pressionava os resultados financeiros, mas também criava uma estrutura tributária ineficiente na ⁠holding.

Além disso, acrescentaram, os aumentos de capital ​no nível das subsidiárias, especificamente na Vamos e na Movida, devem atuar como catalisadores adicionais para a criação de valor, complementando as melhorias operacionais em andamento em ambos os negócio.

No ​documento, a Simpar relembra os investidores em duas ocasiões que a alavancagem financeira do grupo terminou dezembro passado em 3 vezes dívida líquida ​sobre Ebitda, ‘o menor patamar ⁠dos últimos 15 anos’.

A holding afirma ainda que anunciou um programa de recompra de ações e operações com ⁠derivativos após revelar os planos para os aumentos de capital porque isso faz parte ‘da estratégia de aumentar a sua exposição financeira às ações da companhia e das suas controladas’, tendo em vista a geração de valor esperada com o incremento na estrutura de capital e a redução do custo de capital.

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