Siderúrgicas e Vale sobem forte; Oi despenca 6%; Duratex avança com resultado

Ainda entre os destaques, empresas "X" lideram ganhos do Ibovespa em meio à relatório do UBS, que aponta interesse de empresas internacionais e domésticas em ativos do grupo

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SÃO PAULO – O Ibovespa estende os ganhos vistos na sessão anterior e registra alta de 4,05% no acumulado do mês. Às 10h46 (horário de Brasília), o índice avançava 1,66%, a 49.378 pontos – patamar máximo do dia.

Chama atenção neste pregão as ações das empresas “X”, de Eike Batista. Os papéis da MMX Mineração (MMXM3), OGX Petróleo (OGXP3) e LLX Logística (LLXL3) sobem 9,40%, 5,66% e 3,26%, respectivamente, a R$ 1,63, R$ 0,56 e R$ 0,95. Fora do índice, os ativos da OSX Brasil (OSXB3), CCX Carvão (CCXC3) avançam 3,31%, 2,97%, nesta ordem, a R$ 1,25 e R$ 1,04. Somente a MPX Energia (MPXE3), única das seis empresas que Eike não é mais o controlador, opera próxima a estabilidade, sendo cotada a R$ 6,95. 

Em relatório divulgado nesta terça-feira, o UBS fez uma análise detalhada sobre a situação do Grupo EBX. O extenso documento, de mais de 40 páginas, assinado pelos analistas Lilyanna Yang, Victor Mizusaki, Philip Finch e Andreas Bokkenheuser, ressalta que espera que a maioria dos ativos do grupo seja colocada à venda, o que proporcionará oportunidades de crescimento para várias empresas do setor a preços razoáveis. Os profissionais não descartam que a Glencore olhe mais para LLX e MMX, enquanto acreditam que a E.ON pode se interessar pelos ativos da OGX em Parnaíba. 

Ainda hoje, informações de O Estado de S. Paulo, apontaram que a OGX, empresa de petróleo do grupo, terá de apresentar todos os dados que embasaram os comunicados de descoberta de petróleo e comercialidade de áreas exploratórias. De acordo com as fontes ouvidas pelo Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado, a ANP (Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustível) e a CVM (Comissão de Valores Mobiliários) estão passando um “pente fino” em todas as descobertas anunciadas pela empresa.

Siderúrgicas avançam com China
Também figura na ponta positiva as ações das siderúrgicas, com destaque para os papéis da CSN (CSNA3), que registram alta de 4,92%, a R$ 6,61, seguindo o forte desempenho positivo da véspera, quando rumores apontavam que a CSN havia concluído a compra da CSA, conforme informou a coluna Radar, da Veja. 

As demais siderúrgicas também ganham força, sendo elas: Usiminas (USIM3, +2,48%, R$ 8,25; USIM5, +3,19%, R$ 8,08), Gerdau (GGBR4, +2,59%, R$ 14,27) e Gerdau Metalúrgica (GOAU4, +2,63%, R$ 17,98).

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Nesta sessão, colabora para o otimismo do setor notícias vindas da China. O discurso do primeiro-ministro Li Keqiang, que disse que o governo garantirá o crescimento econômico do país acima de 7% ao ano, enquanto o vice-premiê chinês reforçou o coro otimista, reiterando o comprometimento do governo em alimentar as exportações e indústrias, abrindo espaço para especulações sobre possíveis novos estímulos. Ainda por lá, um jornal local informou que o governo pode investir pesado na construção de ferrovias, numa tentativa de diminuir o acúmulo de estoques de aço no país.

Vale segue no embalo
As notícias chinesas também embalam as ações da Vale (VALE3; VALE5), lembrando que o país é o principal destino das exportações da mineradora. Os papéis ordinários registram ganhos de 1,66%, a R$ 31,93, enquanto os preferenciais avançam 1,76%, a R$ 28,95. Na máxima do dia, as ações atingiram valorização de 1,88%, a R$ 32,00, e 2,11%, a R$ 29,05.

Acompanha o movimento as ações da Bradespar (BRAP4), que registram alta de 0,85%, a R$ 22,51, após avançar 1,66%, a R$ 22,69.

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Duratex sobe com resultado
Já as ações da Duratex (DTEX3) registram valorização de 1,92%, a R$ 13,71, refletindo a divulgação do resultado do segundo trimestre nesta manhã. A companhia anunciou R$ 976,4 milhões em receita líquida, representando um crescimento de 3,2%, enquanto o lucro líquido totalizou R$ 130,7 milhões no período, avanço de 1,3%. 

Em relatório, a equipe de análise da XP Investimentos comentou que os números são positivos, uma vez que as vendas continuam fortes, mesmo vendo um potencial de desaceleração, visto que a empresa é dependente da renda discricionária e/ou incentivos governamentais, que têm sido voláteis, tais como a redução do IPI de eletrodomésticos. 

Segundo os analistas, há receios quanto ao fato das vendas para o mercado externo ficarem estáveis, apesar de uma mudança muito favorável nas taxas de câmbio durante o trimestre. No entanto, isso não diminui signficativamente o desempenho positivo no trimestre e, com isso, esperam que o mercado responda positivamente.

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Oi perde força após alta de 25% nos últimos 3 dias
Por outro lado, as ações da Oi (OIBR3; OIBR4) perdem força nesta sessão, depois de subirem 25% nos últimos três pregões. Os papéis ordinários registram desvalorização de 4,72%, a R$ 4,64, enquanto os preferenciais caem 5,23%, a R$ 4,35.

Os papéis da companhia começaram a ganhar força após o anuncio de que a empresa vendeu participação total na GlobeNet para o BTG Pactual YS Empreendimentos e Participações, além do comunicado de que cedeu o direito de exploração comercial e o uso de 2.113 torres para a SBA Torres, por R$ 686,7 milhões. 

IMC cai 3,4% após desistir de parceria com a Raízen
Por fim, a IMC (International Meal Company) (IMCH3), dona do Viena e Frango Assado no Brasil, e a Raízen, formada a partir da fusão entre Cosan (CSAN3) e a Shell, tentaram, mas não tiveram sucesso em formar uma parceria, que tinha como objetivo criar uma rede de lojas de conveniência instalada em postos de combustíveis. 
Em reflexo, as ações da IMC caem 3,49%, a R$ 17,95, enquanto a Cosan avançam 0,27%, a R$ 44,12.

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Por meio de comunicado divulgado ao mercado, nesta terça-feira, a IMC informou que foram encerradas as negociações sobre uma possível associação.