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SÃO PAULO – Pressionadas pelas notícias vindas da China, que acabaram abalando as cotações de commodities no mercado internacional, as ações de siderúrgicas e mineradoras terminaram esta sexta-feira (12) no campo negativo, ajudando a estender as perdas do Ibovespa – o benchmark da bolsa paulista recuou 1,15% neste pregão, estacionando em 70.367 pontos.
A pressão parte da perspectiva de queda na demanda por matérias-primas caso o governo chinês opte por um forte aperto monetário. Desde que foi reportada a aceleração do ritmo da inflação, que atingiu 4,4% no último mês, surgiram rumores de uma nova alta do juro básico chinês. Segundo o economista Julio Hegedus, do InterBolsa, esse seria um dos motivos para os “mercados ‘despencando’ ao redor do mundo”.
Quedas na China e no Brasil
Esses temores levaram o Shanghai Composite, índice de ações da bolsa de Xangai, a uma forte queda de 5,16%. Da mesma forma, os metais industriais registraram desvalorizações significativas neste pregão.
Na BM&F Bovespa, a tendência não foi diferente, e as ações de empresas ligadas aos setores de mineração e siderurgia terminaram no vermelho. Destaque para a MMX (MMXM3), que viu seus papéis recuarem 3,15%, ficando em R$ 13,85, no mesmo dia em que a companhia divulgou seus resultados trimestrais. Já os papéis ON e PNA da Vale (VALE3, VALE5) encerraram com queda de 1,86% e 1,76%, respectivamente, ficando em R$ 55,00 e R$ 49,11.
Dentre as siderúrgicas, os ativos da CSN (CSNA3) amenizaram o declínio visto no começo do dia e fecharam com desvalorização de 1,03%, indo para R$ 28,95. Os papéis preferenciais e ordinários da Usiminas (USIM5, USIM3) tiveram recuo de 1,69% e 1,49%, respectivamente, terminando o dia valendo R$ 22,17 e R$ 26,40. Gerdau Metalúrgica (GOAU4) e Gerdau (GGBR4) seguiram a tendência e recuaram 1,15% e 1,06%, nesta ordem.