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SÃO PAULO – O Ibovespa amenizou os ganhos de até 2,17% para fechar em alta de 0,72% nesta segunda-feira (15), a 40.092 pontos, sustentado pelos papéis da Vale e Petrobras, embora a estatal tenha perdido força perto do fechamento. As siderúrgicas também foram destaque de alta hoje.
Do outro lado, as ações da Ecorodovias afundaram 7%, liderando as perdas do índice, seguidas por Smiles, Weg e Fibria, que recuaram entre 2% e 3% nesta sessão.
Fora do Ibovespa, as ações da small cap do varejo Restoque – dona das marcas Le Lis Blanc, Bo.Bô e John John – foram novamente destaque. Do dia 21 de janeiro para cá, a alta já é de 311%. Na esteira da alta, nomes de peso da empresa aumentaram participação na varejista, atingindo 41% do capital social da companhia no início de fevereiro.
Confira abaixo os principais destaques de ações da Bovespa desta sessão:
Petrobras (PETR3, R$ 6,43, +1,90%; PETR4, R$ 4,52, +1,57%)
As ações da Petrobras perderam força depois de terem subido até 4% nesta sessão, apesar da alta dos preços do petróleo no mercado internacional. Lá fora, o petróleo Brent registrou alta de 1,77%, a US$ 33,95, diante de expectativa de que a Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) corte a produção para conter a derrocada da commodity.
No radar da estatal, segundo informações do jornal Valor Econômico, a presidente Dilma Rousseff aceitou rediscutir o papel da Petrobras na exploração do pré-sal. Hoje, a Petrobras é legalmente a única operadora e deve ter participação obrigatória de pelo menos 30% nos consórcios. A presidente concorda com mudanças, informa o Valor, desde que a empresa mantenha o direito de preferência nos próximos leilões.
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Vale destacar que o ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, não fez “qualquer avaliação nem manifestação sobre projetos em tramitação no Congresso Nacional que objetivem modificar a legislação relativa ao setor de petróleo e gás”, segundo nota do ministério.
Ecorodovias
As ações da Ecorodovias (ECOR3, R$ 3,90, -7,36%) lideraram as perdas do Ibovespa, em dia positivo no mercado. No radar, a Ecorodovias informou que tem como estratégia no curto prazo a negociação de aditivos contratuais com o governo e possui projetos em análise para pelo menos cinco de suas controladas, de acordo com apresentação divulgada nesta segunda-feira.
A empresa de concessões de infraestrutura disse que, no caso da Ecovias, do Sistema Anchieta-Imigrantes (SP), estuda o projeto “Santos Binário”. Para a Ecovia, com estradas entre Curitiba (PR) e as cidades litorâneas paranaenses, o grupo estuda o acesso a portos e outras possibilidades.
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No caso da Ecocataratas, responsável por 387,1 quilômetros da BR-277 entre os municípios paranaenses de Guarapuava e Foz do Iguaçu, analisa a duplicação da rodovia, assim como para a EcoSul, que administra o Polo Rodoviário de Pelotas (RS). Já para a Ecopistas, que administra o Corredor Ayrton Senna/Carvalho Pinto (SP), é analisada a extensão até Taubaté.
A Ecorodovias disse visualizar retornos atraentes para os projetos, dado o perfil de baixo risco dos novos investimentos.
A empresa informou também que pretende participar dos futuros leilões de concessões rodoviárias, conforme sua capacidade financeira, com oportunidades em âmbito nacional e no Estado de São Paulo.
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Vale e siderúrgicas
Seguindo o salto das mineradoras internacionais, as ações da Vale (VALE3, R$ 10,51, +2,54%; VALE5, R$ 7,79, +3,04%) e Bradespar (BRAP4, R$ 3,70, +3,35%) – holding que detém participação na Vale – disparam nesta manhã, em meio à alta do minério de ferro, que fechou com ganhos de 5,98%, a US$ 46,26 a tonelada, em um dia no qual a China elevou o valor fixo do yuan em 0,3%, fazendo a maior alta da moeda desde 2005. Os papéis das siderúrgicas Usiminas (USIM5, R$ 0,90, +5,88%), Gerdau (GGBR4, R$ 3,79, +1,07%) Metalúrgica Gerdau (GOAU4, R$ 1,31, +1,55%) e CSN (CSNA3, R$ 4,10, +1,99%) também acompanharam o movimento positivo nesta sessão. Na próxima quinta-feira, a Vale vai divulgar seu relatório de produção referente ao quarto trimestre, antes da abertura do mercado.
Em relatório, o BTG Pactual destacou que, embora a alta da commodity deva beneficiar principalmente Vale e CSN no curto prazo, ainda é difícil argumentar que esses ganhos vão ser sustentados. Para os analistas, ainda é difícil acreditar que essa alta se sustentará, lembrando que foi muito influenciada por uma restocagem pré-Ano Novo Chinês nas usinas, baixos volumes transacionados e um humor um pouco melhor na cadeia siderúrgica (por conta do programa de fechamentos de capacidade).
No radar das siderúrgicas, a CSN foi condenada a pagar R$ 13 milhões por ter descumprido um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), segundo o Ministério Público do Rio de Janeiro. O MPRJ afirmou que o valor garante o cumprimento de medidas de controle de efluentes líquidos, águas pluviais, riscos potenciais e ruídos na Usina Presidente Vargas, em Volta Redonda. Nenhum porta-voz da CSN não foi encontrado para comentar.
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Já a Usiminas informou nesta tarde que contratou o Credit Suisse como assessor financeiro para venda de sua subsidiária Usiminas Mecânica, segundo comunicado enviado à CVM.
Restoque (LLIS3, R$ 7,41, +34,24%)
As ações da Restoque – dona das marcas Le Lis Blanc, Bo.Bô e John John – começaram a levantar curiosidade do mercado em meados de janeiro, em um movimento que contrariava – e muito – os demais papéis do setor. A ação, que na Bolsa é vista como small cap, com valor de mercado de R$ 1,9 bilhão, segundo fechamento da última sexta-feira, disparou 311% de 21 de janeiro até esta sessão. No ano, a alta acumulada é de 300%, contra queda de 4,26% do índice Iconsumo, que compila 33 ações do setor listadas na Bovespa.
O “nome” dessa disparada não foi nenhuma alteração de perspectiva sobre a empresa, mas uma enxurrada de compras iniciada por dois dos principais nomes da companhia – Márcio Camargo (presidente do conselho da Restoque) e Marcelo Lima (vice-presidente do conselho), conforme documentos entregues à CVM (Comissão de Valores Mobiliários) no dia 5 de fevereiro.
O documento revela que Márcio Camargo atingiu, direta e indiretamente, 81.735.211 ações da Restoque no dia 4 de fevereiro, enquanto Marcelo Lima passou a deter 61.136.491 ações da varejista no mesmo dia. No total, essas participações de 142.871.702 ações, representam 40,8% do capital social da empresa.
Essas operações aparecem mais detalhadas em um terceiro documento entregue à CVM dia 10 de fevereiro, que traz a posição consolidada da empresa, com data de referência em 31 de janeiro. Nele, mostra que o conselho de administração comprou 22,9 milhões de ações entre os dias 4 a 29 de janeiro deste ano, totalizando ao fim do período 127,2 milhões de papéis, ou 36,36% do capital social da empresa. Embora não especifique os nomes, as ações do conselho de administração da Restoque são concentradas praticamente nos nomes de Márcio Camargo e Marcelo Lima.
Pela posição consolidada da empresa, dá para notar também o preço médio que foram realizadas essas aquisições. Ao total, foram 35 operações, totalizando R$ 42,328 milhões, a um preço médio de R$ 1,85 por ação. Isto é, os executivos conseguiram realizar as compras a um preço 71% abaixo da cotação atingida no ponto máximo desta sessão.
São Martinho (SMTO3, R$ 47,00, +1,12%)
A São Martinho registrou um lucro líquido de R$ 76 milhões no segundo trimestre da safra 2015/2016, alta de 42% sobre os R$ 53,5 milhões obtidos terceiro trimestre de 2014/15. A companhia teve uma receita líquida de R$ 852,6 milhões no terceiro trimestre da temporada 2015/16, avanço de 43,5% sobre os R$ 594,1 milhões registrados em igual período da safra anterior.
Segundo o BTG Pactual, o resultado veio forte, com Ebitda subindo 60% na comparação anual, com margem de 23,6%, graças a estratégia de carrego de açúcar e etanol, que se beneficiaram da alta de preços no trimestre. Para o banco, o cenário segue positivo para a empresa, com expectativa de que o ano fiscal de 2017 vai ser um bom ano.
Hypermarcas (HYPE3, R$ 23,56, +0,64%)
Com o objetivo de reduzir exposição ao dólar, o conselho de administração da Hypermarcas aprovou a recompra de até 100% de títulos com vencimento em 2021. Esse bond foi emitido em 2011, com remuneração de 6,5% ao ano, o que totalizava, à época, US$ 350 milhões em dívida denominada em dólar.
Após o anúncio, o BTG reiterou visão positiva para a ação, apontando que, quando revisou a recomendação do papel para compra, uma das justificativas era a desalavancagem e esse anúncio vem em linha com essa ideia.
O Santander ressaltou que o anúncio é positivo, pois “demonstra o compromisso da companhia em reduzir endividamento e o custo da dívida”.
JBS (JBSS3, R$ 10,08, +0,30%)
Notícia da coluna de Lauro Jardim, do jornal O Globo, desta manhã apontava que o dono da JBS, Joesley Batista, estaria de olho na Natura (NATU3, R$ 27,17, +2,41%) e Pão de Açúcar (PCAR4, R$ 41,98, +2,42%), mas sem dar mais detalhes. A JBS, no entanto, negou ao InfoMoney a informação nesta manhã. “A informação não procede e não tem relação com a JBS”, disse a empresa em resposta por email. Em novembro, a controladora da JBS, a J&F, comprou por R$ 2,667 bilhões o controle da Alpargatas (ALPA4).
Ações do setor de saúde
A propagação do Zika vírus possivelmente afetará as ações vinculadas aos setores de turismo e transporte na América Latina no curto prazo, mas ainda não surgiu evidência de um impacto prolongado nos mercados e economias locais, afirmaram analistas do Morgan Stanley. As economias de México e Peru seriam as mais afetadas se o vírus se propagasse por toda a América Latina, algo que a Organização Mundial da Saúde (OMS) teme que aconteça neste ano. O turismo representa quase 9% do PIB (Produto Interno Bruto) em ambos os países.
A propagação do Zika vírus possivelmente afetará as ações vinculadas aos setores de turismo e transporte na América Latina no curto prazo, mas ainda não surgiu evidência de um impacto prolongado nos mercados e economias locais, afirmaram analistas do Morgan Stanley. Por outro lado, companhias do setor de saúde, como Fleury (FLRY3, R$ 14,99, +3,38%) e Dasa, e varejistas como Raia Drogasil (RADL3, R$ 42,65, +0,12%) devem aumentar vendas, embora com impacto limitado nas receitas.
Duratex (DTEX3, R$ 5,71, +3,82%)
A empresa de insumos para a construção civil Duratex (DTEX3) teve lucro líquido de 54,36 milhões de reais no quarto trimestre, queda de 39,7 por cento ante o mesmo período do ano anterior, informou nesta segunda-feira.
O Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) da empresa somou 168,84 milhões de reais, baixa de 44,1 por cento na base de comparação anual.
A companhia informou ainda que o Conselho aprovou a recompra de até 23,9 milhões de ações ordinárias. A recompra está prevista para acontecer entre 16 de fevereiro de 2016 até 31 de julho de 2017.
BR Properties (BRPR3, R$ 8,00, +1,78%)
A BR Properties pode perder seu principal contrato de locação, que representa cerca de 20% da sua receita, caso a Petrobras deixe de ocupar o espaço no empreendimento Ventura.
Em processo de enxugamento de sua estrutura administrativa, a petroleira conta com a devolução de prédios alugados nos últimos dez anos para reduzir seus custos. De acordo com especialistas, a possível decisão da Petrobras eleva a taxa de vacância na carteira da BR Properties, o que dificilmente será revertido no curto prazo diante das dificuldades do mercado de imóveis no Rio de Janeiro.
O movimento da estatal pode repercutir ainda na OPA feita pela GP Investiments para a BR Properties, por causa do impacto no valor da companhia de imóveis comerciais.
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