Publicidade
SÃO PAULO – Em face da baixa procura por bens de capital pelas indústrias, dadas as reduções na utilização da capacidade produtiva, a Baosteel – maior siderúrgica da China – projeta que a demanda doméstica por seus produtos de aço permanecerá fraca no decorrer deste ano.
Quanto aos preços para o aço, Xu Leijang, presidente da companhia, prevê inércia dos patamares baixos, ao passo que um excesso de oferta no período não é nada improvável.
Embora veja preços inferiores, o executivo estima expansão da capacidade produtiva da Baosteel nos próximos anos, num ritmo de crescimento até 80 milhões de toneladas em 2012, partindo do patamar atual de 30 milhões de toneladas.
Verdade ou especulação?
Em contrapartida, as palavras de Xu Leijang não condizem com a expectativa do governo da China, dado que o pacote de estímulo ao crescimento econômico, orçado em nada menos que US$ 586 bilhões, prevê dispêndios em projetos de infraestrutura – processo altamente demandante de produtos siderúrgicos.
Por último, cabe lembrar que a Baosteel ainda não encerrou as negociações acerca do reajuste iminente no contrato de minério de ferro para este ano. Especulando ou não, o discurso de Leijang pressiona o tripé Vale, BHP Billiton e Rio Tinto no acordo de redução do preço que será pago pelo artigo primário.