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Montar uma posição vendida, ou short selling, se dá ao tomar emprestada uma ação e vendê-la, com a intenção de comprá-la de volta a um preço mais baixo no futuro. De maneira geral, os investidores buscam lucro ao devolver a ação emprestada ao credor. Em novo relatório elaborado pela XP, a instituição avaliou e elencou as principais ações com alta demanda de aluguel.
Três parâmetros foram avaliados: short interest, days to cover (DTC) e taxa de aluguel. O short interest é a razão entre o total de ações alugadas que ainda não foram cobertas ou compradas de volta para fechar a posição, e a quantidade de ações disponíveis para negociação na bolsa. De maneira geral, um short interest acima e 10% é considerado alto.
A DTC, por outro lado, é uma métrica que indica quantos dias seriam necessários para que os vendedores a descoberto (o short selling) cobrissem suas posições existentes. Ou seja, o tempo estimado para que as ações alugadas sejam vendidas e recompradas, com base na liquidez da ação. Da mesma forma, um DTC acima de 10 também é considerado alto.
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De acordo com os analistas, os dados compilados pela XP também podem servir como termômetro do humor dos investidores e suas expectativas para algumas ações. “Em geral, quando essas métricas (de short selling) são altas, tende a ser um sinal de baixa, pois podem indicar que os investidores institucionais estão esperando que as ações caiam ou que estão aumentando suas apostas contra as ações”, explicam os analistas.
Ao emprestar uma ação para um tomador, o investidor precisa pagar uma taxa de juros no fechamento da operação — a taxa de aluguel. Quanto mais alta for a taxa de aluguel, pode se dizer que há uma demanda maior por montar uma posição curta no ativo negociado. Ou seja, os investidores estão esperando que essa ação caia.
Quais ações estão com mais demanda de aluguel?
O setor de Varejo teve as maiores variações em Taxa de Aluguel, em especial as ações do Pão de Açúcar (PCAR3) e Magazine Luiza (MGLU3), com 19% cada. A variação chegou a 14 pontos percentuais para a PCAR e 10.4 pp para a MGLU. A Braskem (BRKM5) e a PetroReconcavo (RECV3) também tiveram destaque, com variações de 5.7 pp e 3.7 pp, respectivamente.
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As três companhias com maiores Taxas de Aluguel registraram porcentagens acima dos 26%. A CPFL Energa (CPFE3) com 28,1%, no setor de Utilities e Energia; a Raizen (RAIZ4), com 26,7%, do setor de Agronegócio; e, por fim, a Cruzeiro do Sul (CSDE3), do setor de Educação, com 26,6%.
O último relatório destacou que o short interest (SI) mediano do Ibovespa diminuiu para 6,9%, enquanto as posições em aberto aumentaram para R$ 139,8 bilhões desde nosso último relatório. Nas pontas, estão o Agronegócio, com o SI a 17,6%; e, do outro lado, o setor de Saúde e Cuidado, com 2,8%.
As três principais companhias, com o SI mais altos, foram o Grupo Casas Bahia, do setor de Varejo, com 42,5% e duas representantes do setor do Agronegócio, a Raizen (RAIZ4) e a Boa Safra (SOJA3). Respectivamente, o SI foi de 32% e 28.6%.
