Shein divulga investigação nos EUA e traz alerta em processo de IPO em Hong Kong

Shein divulga investigação da FTC e aponta possibilidade de pagamentos significativos

Logo da Shein em centro comercial de Cingapura
4/4/2024 (Foto: REUTERS/Edgar Su/Arquivo)
Logo da Shein em centro comercial de Cingapura 4/4/2024 (Foto: REUTERS/Edgar Su/Arquivo)

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NOVA YORK, ⁠28 Jul (Reuters) – A Shein, varejista online de fast-fashion, ⁠informou que suas operações nos Estados Unidos estão sob investigação da Comissão ‌Federal de Comércio dos EUA (FTC, na sigla em inglês) e que, por isso, pode enfrentar multas significativas, de acordo com documentos apresentados em conexão com ‌oferta pública inicial (IPO) prevista em Hong Kong.

A Shein está cooperando com a investigação, informou a empresa de origem chinesa em documentos publicados pela bolsa de valores de Hong Kong no domingo.

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“O resultado da investigação, seja por meio de acordo ou de outra forma, pode exigir que efetuemos pagamentos monetários significativos que poderiam ter ⁠um ‌efeito adverso relevante sobre nossa situação financeira e nossos resultados operacionais”, afirmou ⁠a empresa no documento.

Um porta-voz da FTC confirmou nesta terça-feira que a agência está conduzindo uma investigação de proteção ao consumidor contra a Shein. A FTC é responsável pela aplicação das leis dos EUA contra práticas comerciais desleais e enganosas.

A Shein não divulgou o motivo pelo qual está ​sendo investigada. A empresa não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.

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A varejista de fast-fashion transferiu seus planos de IPO para Hong Kong após ​divulgações sobre riscos na cadeia de suprimentos se tornarem um grande obstáculo às listagens propostas em Nova York e Londres, de acordo com uma fonte com conhecimento direto do assunto. O órgão regulador da China contestou trechos do documento de registro que apontavam o trabalho forçado de uigures como um ‌risco potencial, afirmou a fonte.

A Shein tem afirmado consistentemente ​que não há trabalho forçado em sua cadeia de suprimentos.

No ano passado, a Shein relatou, em uma carta a parlamentares britânicos, que identificou dois casos de trabalho infantil em sua cadeia ⁠de suprimentos a cada ano, ​em 2023 e ​2024, após o governo questionar suas condições de trabalho e práticas na cadeia de suprimentos.

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A Shein também ⁠tem enfrentado, nos últimos anos, o escrutínio do ​governo dos EUA em relação às suas práticas comerciais.

A Shein pagou US$700.000 no ano passado para chegar a um acordo em uma ação movida por quatro condados da ​Califórnia devido a atrasos nas entregas.

O procurador-geral do Texas, Ken Paxton, afirmou em dezembro que estava investigando a cadeia de suprimentos e ​as práticas de fabricação ⁠da Shein.

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A Shein, que conseguiu atingir uma avaliação de quase US$100 bilhões em uma rodada de captação de ⁠recursos em 2022 em meio ao entusiasmo com seu modelo operacional enxuto, revelou no domingo que havia registrado prejuízo trimestral, em parte devido à desaceleração nas vendas após os EUA terem removido a chamada isenção tarifária “de minimis” para pequenas encomendas.

(Reportagem de Sherin Sunny em Bengaluru e de Jody Godoy e Arriana McLymore em Nova ​York)