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SÃO PAULO – A prorrogação do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) anunciada hoje pelo governo foi considerada positiva por entidades do varejo. Para o IDV (Instituto para Desenvolvimento do Varejo), a medida além de continuar a beneficiar o consumidor, pois a redução no valor dos produtos é repassada integralmente aos clientes, ajuda a aumentar o nível de atividade econômica.
“Para se ter uma ideia da importância, no primeiro semestre, graças a redução, tivemos um significativo aumento de vendas na linha branca na ordem de 23% e a criação de 25 mil vagas de empregos no varejo de bens duráveis”, disse, em nota.
Boa, mas insuficiente
Já a CNDL/SPC (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas e o Serviço de Proteção ao Crédito) afirmou que apesar de positiva, a medida é pontual e e beneficia setores específicos da economia brasileira, não sendo capaz de produzir efeito na economia brasileira como um todo.
O presidente da CNDL, Roque Pellizzaro Jr, explicou o crescimento exclusivo nos setores de automóveis e de móveis e eletrodomésticos causa retração em outros segmentos econômicos por conta de uma lógica mercadológica. “O consumidor que compromete a renda na compra de um carro certamente deixa de consumir outras mercadorias”, acrescentou.
Por fim, a entidade acrescenta que as autoridades da área econômica devem propor medidas mais amplas, que atinjam e aqueçam a economia brasileira de forma mais ampla e homogênea. “Não podemos beneficiar única e exclusivamente determinadas atividades em detrimento de outras. Neste momento, o governo precisa propor medidas de desoneração tributária e de expansão do crédito para toda economia”.