Setor pede e ANS responde que pode rever forma de reajuste de plano individual

Reajuste é feito com base em uma média daqueles realizados em planos coletivos; Abramge diz que isso tem de mudar

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SÃO PAULO – O setor de saúde reivindicou e a resposta da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) foi a de que vai rever a forma de cálculo de reajuste dos planos individuais.

Atualmente, o valor desses planos de saúde é revisado com base em uma média dos resultados dos reajustes dos planos coletivos. A ANS faz esse tipo de atualização porque acredita que os acordos feitos entre operadoras e empresas nos planos coletivos têm maior poder de negociação. Então, isso é repassado ao plano individual.

Sinistralidade

“A sinistralidade do plano individual é diferente da do plano coletivo, então pretende-se mudar a forma de cálculo do reajuste dos planos individuais”, afirmou o presidente da Abramge (Associação Brasileira de Medicina de Grupo), Arlindo de Almeida.

Almeida disse que admitir um índice poderia ser a solução, mas este indicador não poderia ser igual para todo o mundo, já que existem realidades diferentes no Brasil.

Ele explicou que o plano de saúde individual normalmente é feito para quem realmente precisa utilizá-lo. Já o plano coletivo é para o trabalhador, que tem sinistralidade mais previsível, já que é uma população mais ampla. É possível, inclusive, coletar dados de incidência de doenças nacionais e aplicar na sinistralidade desses planos. No individual, isso é diferente.

Planos de saúde

Dados apresentados nesta terça-feira (19) pela Abramge mostraram que a maior parte dos planos de saúde são coletivos, sejam eles feitos em seguradoras, medicina de grupo, autogestão ou cooperativas médicas. No caso da medicina de grupo, atualmente existem 670 grupos médicos, com 16,6 milhões de beneficiários, sendo 12,8 milhões deles (77,1%) em planos coletivos.

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Sobre os reajustes já autorizados pela ANS nos planos de saúde em geral, o valor máximo sempre ficou defasado em relação à inflação do período. Para se ter uma ideia, entre 2000 e 2008, o reajuste dos planos foi de 104,46%, enquanto a inflação do período medida pelo IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado) ficou em 141,60%.