Setor imobiliário ainda impele risco de recessão nos EUA em 2007

Entretanto, indicador de preços dos imóveis que sai esta semana pode trazer alívio aos mercados, diz consultoria

Por  Equipe InfoMoney -

SÃO PAULO – Apesar de ter começado devagar, a semana promete uma agenda cheia que pode trazer muita “emoção” aos mercados. Que o grande destaque é a publicação da ata do Fed não há dúvidas, mas, segundo analistas da LCA Consultoria, uma nova informação sobre o setor imobiliário norte-americano poderá trazer alívio aos mercados.

Isso porque o setor imobiliário dos EUA e seus possíveis efeitos sobre a atividade econômica ainda representam um importante fator de risco ao cenário positivo que parece se configurar por lá. Ou seja, ainda é possível que o recente clima de euforia, que tem se traduzido em recorrentes ganhos nos mercados de renda variável, seja minado por apreensões ligadas ao setor imobiliário dos EUA.

Para se ter uma idéia, muito embora os analistas acreditem que o ponto mais intenso da correção já tenha passado, as estatísticas recentes sugerem que o risco de um esfriamento mais prolongado e pronunciado ainda segue elevado, o que os leva a manter em 25% (patamar elevado) a probabilidade de se configurar um cenário adverso, a saber, uma recaída recessiva nos EUA, ainda este ano.

O que está acontecendo?

Acontece que os indicadores das vendas de imóveis continuam contrastantes: no último mês, as vendas de imóveis novos apresentaram forte repique, enquanto a venda de imóveis usados recuou.

Porém, como o mercado de imóveis usados é bem maior que o de imóveis novos, o esfriamento relativamente ameno que tem apresentado impede uma queda brusca nos preços dos imóveis e seus impactos adversos sobre a economia.

Ademais, outros indicadores também dão sinais divergentes, já que os pedidos de financiamento imobiliário têm aumentado e a confiança dos construtores enfraquecido.

Efeitos adversos

Em todo caso, o dado que mais preocupa é o estoque de imóveis desocupados, que voltou a aumentar e, se continuar assim, pode impactar negativamente os motores da maior economia do mundo.

Um impacto direto seria desestimular o setor de construção civil, já desaquecido, rebatendo sobre a atividade e o emprego em vários ramos.

Além disso, em função do efeito-riqueza negativo, o consumo das famílias pode ser pressionado, gerando novas forças recessivas.

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Indicador pode ser alívio aos mercados

É dentro deste contexto que o mercado receberá o House Price Index do primeiro trimestre de 2007, indicador importante que sai na quinta-feira e para o qual as expectativas são de uma relativa acomodação dos preços dos imóveis nos Estados Unidos, o que pode aliviar os mercados e, tudo o mais constante, abrir às bolsas espaço para novos ganhos.

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