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SÃO PAULO – As empresas brasileiras estão sentindo fortemente o impacto da recente valorização do dólar. Segundo o estrategista-chefe da SLW, Pedro Roberto Galdi, o setor de papel e celulose é bastante afetado, já que é altamente alavancado em moeda estrangeira.
Segundo Galdi, apesar de focar as vendas no mercado interno, a Klabin (KLBN4) e a Suzano (SUZB5) têm grande parcela de seus produtos exportados. Segundo o analista, o impacto para essas empresas é de aumento do faturamento no terceiro trimestre de 2011, mas vinculado apenas a setembro.
“No entanto, o impacto da atualização das dívidas atreladas a moeda estrangeira trará impacto negativo em seus resultados financeiros e, caso elas não tenham algum tipo de mecanismo de proteção a variações cambiais, o resultado final poderá surpreender negativamente já no terceiro trimestre desse ano”, aponta Galdi.
Já em relação à Fibria (FIBR3), a situação se inverte no quesito mercado, uma vez que seus produtos são voltados à exportação. Porém, considerando os resultados financeiros no 3T11, as consequências da alta do dólar são equivalentes em relação às duas outras companhias, mesmo com diferentes mercados.